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quarta-feira, 30 de março de 2011

Jair Bolsonaro, o deputado racista


Na última segunda-feira (28), o deputado Jair Bolsonaro (PP/RJ), participou do programa CQC, na tv Bandeirantes. Em um quadro em que o público faz perguntas para o entrevistado, o deputado soltou a sua opinião sobre assuntos como cotas raciais, e homossexualidade.

Ávido defensor da ditadura militar e fã dos generais Médici, Geisel e Figueiredo, o deputado acabou criando polêmica, ao ser perguntado pela cantora Preta Gil, o que ele faria se um filho dele se apaixonasse por uma negra. Destilando todo seu preconceito, o deputado chamou esse tipo de relação de "promiscuidade" e diz ter educado os filhos longe de "ambiente, como lamentavelmente" é o dela.

Deixo aqui, total repúdio a esse tipo de político, com a mesma mentalidade escravista, preconceituosa e imbecil, que desgraçadamente ainda tem gente que insiste em passar adiante, afinal, ele foi eleito por uma parte da população brasileira, que ainda se sente órfã de porcarias como TFP, Militarismo, Tortura, Repressão, Censura, etc. Nas próximas eleições, não esqueça o SOBRENOME desse sujeito, pois, além dele, já tem os descendentes pendurados nas tetas do governo.

Abaixo o vídeo da infeliz entrevista.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

MPF quer que Band se retrate por ofensas de Datena contra ateus


NO "BRASIL URGENTE"

Da Redação - 03/12/2010 - 12h38


O MPF (Ministério Público Federal) entrou com ação civil pública da Justiça para obrigar a TV Bandeirantes a exibir durante o programa Brasil Urgente uma retratação pelas declarações ofensivas do apresentador José Luiz Datena contra os ateus.

Durante a exibição de uma reportagem, no dia 27 de julho, Datena e o repórter Márcio Campos relacionaram o crime com pessoas que não acreditam em Deus. “...porque o sujeito que é ateu, na minha modesta opinião, não tem limites, é por isso que a gente vê esses crimes aí”.

Além disso, o apresentador atribuiu os males do mundo aos ateus. “É por isso que o mundo está essa porcaria. Guerra, peste, fome e tudo mais, entendeu? São os caras do mal. Se bem que tem ateu que não é do mal, mas, é ..., o sujeito que não respeita os limites de Deus, é porque não sei, não respeita limite nenhum”, disse.

Em todo o tempo em que a matéria ficou no ar, o apresentador associava aos ateus a ideia de que só quem não acreditava em Deus poderia ser capaz de cometer crimes. Datena ainda debochou dos telespectadores que assistiam ao programa: “Quem é ateu pode desligar a televisão, ou mudar de canal pois eu não faço questão nenhuma de que assistam o meu programa”.

O programa ainda realizou uma pesquisa interativa para saber a opinião da audiência sobre a relação entre violência e ateísmo. Diante de um grande de ligações que não concordavam com a tese do apresentador, Datena disse: “Muitos bandidos devem estar votando do outro lado".

Para o Procurador Regional dos Direitos do Cidadão Jefferson Aparecido Dias, autor da ação, ao veicular as declarações preconceituosas contra pessoas que não compartilham o mesmo modo de pensar do apresentador, a emissora descumpriu a finalidade educativa e informativa, com respeito aos valores éticos e sociais da pessoa, prestou um desserviço para a comunicação social, uma vez que encoraja a atuação de grupos radicais de perseguição de minorias, podendo, inclusive, aumentar a intolerância e a violência contra os ateus.

“Evidentemente, houve atitudes extremamente preconceituosas uma vez que as declarações do apresentador e do repórter ofenderam a honra e a imagem das pessoas ateias. O apresentador e o repórter ironizaram, inferiorizaram, imputaram crimes, 'responsabilizaram' os ateus por todas as 'desgraças do mundo'”, afirma o procurador.

O procurador ainda ressalta que todos têm direito a receber informações verídicas, não importando raça, credo ou convicção político-filosófica, tendo em vista que grande parte da sociedade forma suas convicções com base nas informações veiculadas em programas de rádio e televisão.

Pedidos

Na ação, o MPF pede ainda que a emissora apresente um quadro com esclarecimentos à população sobre a diversidade religiosa e da liberdade de consciência e de crença no Brasil, com duração de no mínimo o dobro do tempo usado para exibição das mensagens ofensivas. Segundo o MPF, Datena criticou os ateus durante mais de 50 minutos.

A Procuradoria quer ainda que a União, através da Secretaria de Comunicação Eletrônica do Ministério das Comunicações, seja obrigada a fiscalizar o programa.




terça-feira, 23 de novembro de 2010

As 10 estratégias de manipulação midiática


O linguista Noam Chomsky* elaborou a lista das "10 estratégias de manipulação" através da mídia

Tradução: Adital

1 - A estratégia da distração
O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração, que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundação de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir que o público se interesse pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. "Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado; sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja com outros animais". (citação do texto "Armas silenciosas para guerras tranquilas")

2 - Criar problemas e depois oferecer soluções
Esse método também é denominado "problema-reação-solução". Cria-se um problema, uma "situação" prevista para causar certa reação no público a fim de que este seja o mandante das medidas que desejam que sejam aceitas. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou intensifique a violênca urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o demandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para forçar a aceitação, como um mal menor, do retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.

3 - A estratégia da gradualidade
Para fazer com que uma medida inaceitável passe a ser aceita basta aplicá-la gradualmente, a conta-gotas, por anos consecutivos. Dessa maneira, condições socioeconômicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990. Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que teriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.

4 - A estratégia de diferir
Outra maneira de forçar a aceitação de uma decisão impopular é a de apresentá-la como "dolorosa e desnecessária", obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aceitação futura. É mais fácil aceitar um sacríficio futuro do que um sacríficio imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Logo, porque o público, a massa tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que "tudo irá melhorar amanhã" e que o sacríficio exigido poderá ser evitado. Isso dá mais tempo ao público para acostumar-se à ideia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.

5 - Dirigir-se ao público como se fossem menores de idade
A maior parte da publicidade dirigida ao grande público utiliza discursos, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade mental, como se o espectador fosse uma pessoa menor de idade ou portador de distúrbios mentais. Quanto mais tentem enganar o espectador, mais tendem a adotar um tom infantilizante. Por que? "Aí alguém se dirige a uma pessoa como se ela tivesse 12 anos ou menos, em razão da sugestionabilidade, então, provavelmente, ela terá uma resposta ou reação também desprovida de um sentido crítico". (ver "Armas silenciosas para guerras tranquilas")

6 - Utilizar o aspecto emocional mais do que a reflexão
Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional e, finalmente, ao sentido crítico dos indivíduos. Por outro lado, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar ideias, desejos, medos e temores, compulsões ou induzir comportamentos.

7 - Manter o público na ignorância e na mediocridade
Fazer com que o público seja incapaz de copreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. "A qualidade da educação dada às classes sociais menos favorecidas deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que planeja entre as classes menos favorecidas e as classes mais favorecidas seja e permaneça impossível de alcançar". (ver "Armas silenciosas para guerras tranquilas")

8 - Estimular o público a ser complacente com a mediocridade
Levar o público a crer que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e inculto.

9 - Reforçar a autoculpabilidade
Fazer as pessoas acreditarem que são culpadas por sua própria desgraça, devido à pouca inteligência, por falta de capacidade ou de esforços. Assim, em vez de rebelar-se contra o sistema econômico, o indivíduo se autodesvalida e se culpa, o que gera um estado depressivo, cujo um dos efeitos é a inibição de sua ação. E sem ação, não há revolução!

10 - Conhecer os indivíduos melhor do que eles mesmos se conhecem
No transcurso dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência gerou uma brecha crescente entre os conhecimentos do público e os possuídos e utilizados pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o "sistema" tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto no aspecto físico quanto no psicológico. O sistema conseguiu conhecer melhor o indivíduo comum do que ele a si mesmo. Isso significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos, maior do que o dos indivíduos sobre si mesmos.

* Linguista, filósofo e ativista político estadunidense. Professor de Linguística no Instituto de Tecnologia de Massachusetts

Fonte: Adital

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Comentarista de retransmissora da Rede Globo faz apologia da ditadura militar

No último dia 30, o comentarista Luiz Carlos Prates, da RBS, que retransmite o sinal da Rede Globo para Santa Catarina, disse que durante o período negro da história recente do Brasil, não houve censura nem repressão. Ele analisava o episódio que ficou conhecido como Novembrada, uma manifestação pública, realizada em 30 de novembro de 1979, em Florianópolis/SC, durante uma visita do então presidente João Batista Figueiredo.

Prates criticou o regime "democrático" em que vivemos, pois segundo ele, "o Brasil andou para trás" e o presidente Figueiredo "nos ensinou o caminho da verdadeira luta e da verdadeira e legítima democracia". Ainda segundo o discurso de Prates, "o Brasil nunca cresceu tanto quanto sob a chamada Ditadura Militar" e foi mais longe ainda, dizendo que "estradas rasgaram o Brasil, universidades foram multiplicadas. Ciência e tecnologia começaram pra valer no país sob a tutela dos militares. João Figueiredo, o general, o duro, grosso, morreu pobre. Muito pobre. Tendo sido ajudado por amigos". Ele também criticou os estudantes que participaram de manifestaçõescontra a ditadura e em defesa da liberdade e democracia.

Infelizmente, ainda existem pessoas amedrontadas, pela perspectiva da possibilidade de autonomia e, com isso, pregam exaustivamente o retorno aos tempos de repressão, onde somente os "cordeiros" estavam em "segurança". Porém, sendo ele um funcionário de um dos braços da Rede Globo, não é de se estranhar essa postura. Vale lembrar que a famigerada emissora, cresceu apoiando os militares nos anos 60 e 70. Abaixo, o vídeo do comentário durante o jornal da RBS.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Morre atriz que interpretava a Emília no Sítio do Pica Pau Amarelo

Quem tem mais de 30 anos de idade, sem dúvida deve se lembrar do seriado Sítio do Pica Pau Amarelo, de Monteiro Lobato, que era exibido pela tv globo, nos anos 70 e 80. Um dos personagens mais marcantes da série, era a Emília, boneca de pano, que falava pelos cotovelos e tinha uma imaginação sem limites. Talvez a atriz que tenha dado mais identidade à boneca, tenha sido Dirce Migliaccio, que interpretou a boneca na primeira versão global do seriado, em 1977, que ainda tinha no elenco, Zilka Salaberry, como Dona Benta e André Valli, no papel do Visconde de Sabugosa.

Dirce Migliaccio, de 75 anos, estava internada no Rio de Janeiro, desde o início do mês com um quadro de pneumonia e infecção urinária, além de sequelas de dois derrames cerebrais, ocorridos nos últimos dez meses. Dirce, que morava desde o ano passado no Retiro dos Artistas, instituição onde vivem artistas idosos em dificuldades financeiras, passou por três hospitais públicos. Antes disso, por conta do AVC, só se locomovia de cadeira de rodas e tinha falhas de memória.

Além de Emília, ela também ganhou destaque como Judicéia Cajazeira, na novela "O Bem Amado" (1973), de Dias Gomes. Dirce estreou no teatro em 1958, com a peça "Eles não usam black tie". Em 1962, estrelou o filme "O assalto ao trem pagador", de Roberto Farias. Entre os trabalhos mais recentes estão o seriado "Casos e Acasos" (2008) e os filmes ""Xuxa em sonho de menina" (2007) e Buffo & Spallanzani" (2001). Irmã do também ator Flavio Migliaccio, ela nasceu em São Paulo, em 30 de setembro de 1933.


Abaixo um dos episódios do Sítio do Pica Pau Amarelo, onde Dirce interpretava a Emília, sentiremos saudades.


Fontes: Yahoo!, Estadão e YouTube


quarta-feira, 29 de julho de 2009

Cacildis... já faz 15 anos que o Mussum se foi!

Há exatos 15 anos, morria Antonio Carlos Bernardes Gomes, o Mussum. Faleceu em 29 de julho de 1994, aos 53 anos, de complicações causadas por um transplante de coração. Iniciou sua carreira nos anos 60 com Os Originais do Samba, mas foi com os Trapalhões que eternizou o personagem que até hoje está presente na lembrança de quem, como eu, assistia ao programa dominical.

Foi considerado por muitos, como o mais engraçado dos Trapalhões e também pertenceu à Força Aérea Brasileira por oito anos. Nos anos 60 participou de um programa humorístico chamado Bairro Feliz, de onde consta que Grande Otelo lhe dera o apelido, em alusão ao peixe preto de mesmo nome, muito comum em rios, lagos e açudes no Brasil.

Nos anos 70 conquistou grande fama ao lado dos Trapalhões, onde o personagem Mussum popularizou seu jeito de falar com as palavras terminando em ''is'' ou ''évis'', dando origem aos inesquecíveis: ''forévis'', ''cacildis'', ''coraçãozis'', etc. Além disso, também era sua característica o inseparável ''mé'', ou mel, que era sua maneira carinhosa de chamar a cachaça.

Numa época onde não havia a idéia difundida do ''politicamente correto'', Mussum tornou célebres as frases onde satirizava sua condição de negro, como ''negão é o teu passadis'' e ''quero morrer pretis se eu estiver mentindo'', além das piadas muito frequentes sobre o alcolismo. É isso aí, Mussum forevis!

Abaixo, uma participação de Mussum nos Trapalhões.