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quarta-feira, 19 de maio de 2010

Professora é demitida de faculdade em Minas por causa de cartaz

A imagem ao lado foi o estopim para a polêmica, que culminou com a demissão da professora Viviane Souza Pereira, 33 anos, da FAMINAS, em Muriaé, zona da mata mineira.

O cartaz é uma reprodução da capa da agenda de 2010, do Conselho Federal de Serviço Social, em que aparecem as imagens de grupos excluídos da sociedade brasileira, entre eles, um negro, um indígena, um trabalhador sem-terra, um cadeirante e duas mulheres em uma insinuação de beijo.

A peça seria utilizada para divulgar a 7ª semana Acadêmica do Serviço Social, evento promovido pela faculdade, que vetou sua utilização. Como Viviane era a cordenadora do curso, tentou, segundo ela, por mais de vinte dias, negociar a utilização da imagem junto à FAMINAS, mas, como não houve acordo ela optou pelo cancelamento do evento. Após externar publicamente o fato, a professora foi demitida sem justa causa, no dia seguinte.

"A instituição não quis associar a imagem do cartaz à imagem da empresa. Eles falaram que eu podia fazer o debate da forma que eu quisesse, sobre o que eu quisesse, mas dentro da instituição, porque a imagem dela não poderia ser associada à figura" - contou a professora.

Viviane que foi cordenadora do curso há quase dois anos, explica porque não cedeu à pressão da instituição: "Fui militante do movimento estudantil e tenho muita visibilidade nos movimentos sociais. Se eu tivesse me omitido, não conseguirua me olhar no espelho".

Em nota de esclarecimento, divulgada ontem, a assessoria de comunicação da FAMINAS disse que as atividades culturais, de pesquisa e de extensão que são fomentadas pela instituição "se pautam no respeito à diversidade, na busca constante da diminuição das distâncias sociais".

Questionada sobre a demissão da cordenadora do curso de Serviço Social, a assessoria se exime da responsabilidade, dizendo que somente o procurador da instituição, Eduardo Goulart, poderia se pronunciar sobre as questões referentes à FAMINAS, e que ele estaria viajando.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Bélgica aprova lei que proíbe véu islâmico

Burcas e niqab estão proibidos na Bélgica

Nesta quinta-feira (29/04), a Bélgica se tornou o primeiro país da União Europeia a aprovar um projeto de lei que proíbe o uso de burcas e niqab em locais públicos. De acordo com a nova lei, torna-se proibido circular "em locais públicos com o rosto coberto ou dissimulado total ou parcialmente, de maneira que não seja identificável".

A votação do projeto de lei teve 136 votos favoráveis e duas abstenções. A pena para quem desobedecer a determinação varia de multas entre 82,50 e 137,50 euros (R$ 189 e R$ 315) e em casos de reincidência estão previstas detenções que podem variar de um a sete dias.

Com isso, o véu passa a ser proibido em ruas, lojas e edifícios públicos, sendo permitido apenas no caso de festividades permitidas pelas autoridades, como o carnaval.

Algumas justificações foram apresentadas por alguns parlamentares belgas: "É um motivo de orgulho que nosso pequeno país seja o primeiro da Europa a dar esse passo", afirmou o deputado Georges Dallemagne, do partido democrata-cristão CDH.

O deputado Denis Ducarme, do partido francófono MR, afirmou que "A imagem do nosso país no exterior é cada vez mais incompreensível. Mas, pelo menos em relação à unanimidade deste Parlamento em torno do voto que proíbe burca e niqab, há um elemento de orgulho de ser belga. Esperamos ser seguidos pela França, Suiça, Itália, Holanda, os países que fazem uma reflexão".

A lei ainda precisa ser sancionada pelo Senado belga dentro de 15 dias ou submetida a emendas em 60 dias. A atual situação política na Bélgica ainda pode levar a uma dissolução de todas as câmaras, o que pode provocar um arquivamento da iniciativa a espera de um novo governo.


Fontes: Click21 e Estadão

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

E a merda continua...


Pois é meus caros amigos, leitores e todos aqueles que, porventura passem ao acaso, aqui pelo Da Boca Sai. Hoje pela manhã, abrí minha caixa de e-mails, como faço quase todos os dias e, a surpresa veio numa mensagem enviada por um de meus contatos, que repassava um e-mail falando sobre a censura deferida contra o blog Prosa e Política, de Adriana Vandoni, lá do Mato Grosso.


Mais uma vez, via sentença de um fantoche de toga, está instaurada a CENSURA no braziu (assim mesmo, com 'b' minúsculo, 'z' e 'u' no final). E mais uma vez, deixo a pergunta no ar... Este sistema que está instaurado no braziu, é uma DEMOCRACIA de fato??


Porque, se for a essa fraude que chamam de democracia, eu prefiro viver em um regime autoritário, onde, pelo menos, sabemos em que tipo de chão pisamos. Uma vez que, em nosso país pseudo-democrático, está implantada uma ditadura camuflada. Ela está muito bem camuflada em todo o aparato político, judiciário e midiático presente em nossa sociedade, hipócrita e conservadora.


Basta percebermos, que todas as instituições públicas e políticas presentes em nosso país, são exatamente as mesmas dos tempos de ditadura militar, ou são as mesmas que apoiaram, de maneira indireta, a famigerada dominação política, intelectual e "espiritual" dos anos de chumbo.


Parece que os nossos "representantes" estão muitíssimo amedrontados com essa onda de blogs e outros meios de divulgação de notícias, pela internet, ventilando todas as picaretagens que essa praga de sanguessugas pratica desde tempos imemoriais. A diferença entre a época de censura instituída e a atualidade, é que agora, além de haver mais pessoas esclarecidas, há também este veículo maravilhoso, onde podemos gritar aos quatro cantos do globo, que o braziu está entregue aos interesses particulares, nacionais e estrangeiros, onde a maioria dos políticos são corruptos, o judiciário os encoberta e o povão deve se calar e pagar essa verdadeira "farra do boi".


É por isso, meus amigos, que escrevo este post, para alertá-los de que neste país estamos de volta aos tempos de CENSURA, o que quer dizer que, se não podemos dizer o que pensamos, também não podemos ter certezas quanto à nossa segurança. É possível que daqui para frente pessoas voltem a desaparecer, como nos idos dos anos 60 e 70, aqui na terra do carnaval, futebol e do "jeitinho brasileiro" de ser. Nada garante que essa elite que detém o poder, crie mais de suas leis autoritárias e fraudulentas, para cercear o direito INALIENÁVEL de liberdade de todo ser humano.


Por isso, eu digo, é preciso resistir, reclamar e nunca termos atitude de cordeiros apavorados esperando que um "salvador" venha nos tirar das trevas ou vingar as injustiças cometidas contra quem é o BRASIL de fato, o povo brasileiro, iletrado, faminto, formado por pessoas de diversas etnias e nacionalidades e que constrói esta nação à custa de muito suor, sangue e lágrimas. Por isso não podemos permitir que nossos "representantes", nos façam chorar ainda mais.


SALVE-SE QUEM PUDER!!!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Comentarista de retransmissora da Rede Globo faz apologia da ditadura militar

No último dia 30, o comentarista Luiz Carlos Prates, da RBS, que retransmite o sinal da Rede Globo para Santa Catarina, disse que durante o período negro da história recente do Brasil, não houve censura nem repressão. Ele analisava o episódio que ficou conhecido como Novembrada, uma manifestação pública, realizada em 30 de novembro de 1979, em Florianópolis/SC, durante uma visita do então presidente João Batista Figueiredo.

Prates criticou o regime "democrático" em que vivemos, pois segundo ele, "o Brasil andou para trás" e o presidente Figueiredo "nos ensinou o caminho da verdadeira luta e da verdadeira e legítima democracia". Ainda segundo o discurso de Prates, "o Brasil nunca cresceu tanto quanto sob a chamada Ditadura Militar" e foi mais longe ainda, dizendo que "estradas rasgaram o Brasil, universidades foram multiplicadas. Ciência e tecnologia começaram pra valer no país sob a tutela dos militares. João Figueiredo, o general, o duro, grosso, morreu pobre. Muito pobre. Tendo sido ajudado por amigos". Ele também criticou os estudantes que participaram de manifestaçõescontra a ditadura e em defesa da liberdade e democracia.

Infelizmente, ainda existem pessoas amedrontadas, pela perspectiva da possibilidade de autonomia e, com isso, pregam exaustivamente o retorno aos tempos de repressão, onde somente os "cordeiros" estavam em "segurança". Porém, sendo ele um funcionário de um dos braços da Rede Globo, não é de se estranhar essa postura. Vale lembrar que a famigerada emissora, cresceu apoiando os militares nos anos 60 e 70. Abaixo, o vídeo do comentário durante o jornal da RBS.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

O véu do laicismo


FOLHA 15-9-2009


Véu islâmico, laicidade e liberdade religiosa


por PAULO GUSTAVO GUEDES FONTES


DEPOIS de provocar muita polêmica em 2004, quando seu uso foi proibido nas escolas públicas francesas, o véu islâmico voltou a agitar a política da França e da Europa neste ano.
No último dia 22 de junho, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, manifestou aos deputados e senadores da França o seu repúdio ao uso da burca e do chador e seu apoio a eventual ato legislativo que pretenda proibi-los no território francês. (A burca e o chador nada mais são do que a versão mais fechada do véu islâmico.)
Sarkozy afirmou, na ocasião, que a questão não teria caráter religioso, mas diria respeito à igualdade entre homens e mulheres. Para o presidente francês, a burca é um signo de submissão das mulheres.
Nessa mesma linha, em 4 de dezembro de 2008, a Corte Europeia dos Direitos Humanos, sediada em Estrasburgo, considerou justificada a expulsão de duas alunas muçulmanas de uma escola pública francesa por terem se recusado a retirar o véu nas aulas de educação física. Aquela corte entendeu que não houve desrespeito à liberdade religiosa.
Contudo, tais medidas podem, sim, ferir gravemente a liberdade de crença e de religião. É compreensível que se proíba o uso de signos religiosos pelos representantes do Estado, como juízes, policiais ou mesmo professores de escolas públicas. Mas que tal proibição atinja o próprio cidadão na sua vida privada, isso constitui uma deturpação do princípio da laicidade.
Não se pode entender a laicidade do Estado sem referência à liberdade religiosa. É a outra face da moeda.
Por que razão o Estado deve ser laico? Porque, representando todos os cidadãos, não poderia abraçar uma opção religiosa sem alienar dessa representação os cidadãos de outra crença ou mesmo os que não professem religião alguma. Assim, a liberdade de religião, aliada a uma nova concepção do Estado e da igualdade, está na origem da laicidade.
De qualquer forma, é aos agentes e funcionários do Estado que o princípio da laicidade se dirige, vedando que expressem, no exercício da função pública, suas preferências religiosas. Os edifícios públicos, da mesma maneira, deveriam manifestar essa neutralidade diante da religião.
A laicidade é exigida sempre do Estado, nunca do cidadão, do particular, para o qual vale a liberdade de professar qualquer crença ou religião. A menina que vai à escola francesa não representa o Estado. É para que os cidadãos possam usar crucifixos, véus ou quaisquer signos religiosos que o Estado se laicizou, que se tornou neutro diante da opção religiosa.
Vedar à jovem o uso do véu islâmico, mesmo na escola pública, é violentar sua liberdade religiosa, mormente pela importância que essa questão tem para as mulheres muçulmanas.
Vedar o seu uso no território de um país é medida que remete às guerras de religião.
O que tem sido professado na França é uma deturpação da laicidade, o laicismo, versão militante daquela.
Ele perde de vista a liberdade religiosa e quer impor à população uma forma de secularização.
Norberto Bobbio estabelece essa distinção. Para ele, a laicidade, ou o espírito laico, não é em si uma nova cultura, mas uma condição de convivência de todas as possíveis culturas.
Por outro lado, assevera que o laicismo que “necessite armar-se e organizar-se corre o risco de converter-se numa igreja em oposição às demais”.
Por fim, parece igualmente autoritário o argumento de Sarkozy de que a proibição visaria à igualdade entre homens e mulheres.
Ainda que se considere o véu islâmico incompatível, mormente na forma da burca, com a visão que temos da mulher no Ocidente, ele é certamente um signo religioso.
Se uma mulher oculta seu rosto e cabelos -ou o corpo inteiro- por respeito à religião ou se o faz por medo do marido ou do militante islâmico do bairro, só ela pode saber.
Na dúvida, para não ferir algo tão íntimo e inviolável quanto a liberdade de crença e de religião e para não retrocedermos alguns séculos, é melhor deixar que ela retire o seu véu espontaneamente, convencida que venha a ser disso pela cultura ocidental da igualdade, da liberdade e da fraternidade -que costumavam ser a divisa dos franceses.



PAULO GUSTAVO GUEDES FONTES, mestre em direito público pela Universidade de Toulouse (França), é procurador da República em Sergipe.

Fontes: Mundus Est Fabula e Folha

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Que democracia é essa?!

Estudantes foram presos pela polícia do Congresso em Brasilia, ao tentar fazer uma manifestação pelo afastamento do (ainda) presidente do Senado José Sarney (PMDB-AP), na tarde de ontem. A manifestação aconteceu no salão Azul do Senado, enquanto o próprio Sarney presidia a sessão da tarde desta quinta-feira.

São os mesmos estudantes que tentaram entregar pizzas aos parlamentares na quarta. "Queria que mais pessoas da sociedade estivessem aqui, mas a segurança não deixa. Eles estão confiscando faixas, confiscaram as pizzas que nós trouxemos", afirmou o estudante Rodrigo Grassi, conhecido como Pilha.

Os seguranças da casa conduziram os estudantes para a sala da Polícia Legislativa do Congresso, onde durante o trajeto, os manifestantes cantavam o hino nacional e exibiam cópias da Constituição Federal. Os policiais justificaram as detenções como "perturbação da ordem". "Aqui, ninguém tem medo de prisão, vocês têm que prender esses senadores", disse um dos estudantes, que não se identificou. Após cerca de três horas detidos, os estudantes tiveram o apoio dos Senadores Cristovam Buarque (PDT-DF) e Eduardo Suplicy (PT-SP), que estiveram presentes durante as negociações para que não houvesse punições ao grupo.

Está sendo organizada uma manifestação barulhenta pelo país todo no sábado, 15 de agosto (vide cartaz no topo do post). Mais uma vez, este blog apoia totalmente essas manifestações de repúdio a essa quadrilha que tomou conta da política nacional e temos que manter, mais do que nunca, a memória fresca para as próximas eleições de 2010, quando teremos a oportunidade de mostrar a esse bando de VAGABUNDOS que o Brasil pertence ao povo brasileiro. Assista aos vídeos do fato nas fontes desta matéria, nos links abaixo. E leia também o relato de um dos detidos aqui.

FORA SARNEY E TODA A SUA QUADRILHA!!

Fontes desta matéria: Blog do Tas, UOL Notícias e Folha Online

domingo, 2 de agosto de 2009

A Censura está viva e ativa no Brasil

Em meio ao lamaçal de denúncias de nepotismo, corrupção, desvio de verbas e outros tantos escândalos envolvendo o presidente do Senado, Sr. José Sarney (PMDB-AP) e família, eu tinha quase que me imposto a obrigação de não infectar meu blog com as notícias vindas desse pardieiro que se tornou o Senado brasileiro.

Mas após ler a reportagem de que o Juiz Dácio Vieira - que é do convívio social da família Sarney e de Agaciel Maia - mandou CENSURAR o jornal O Estado de São Paulo na última sexta-feira 31/07, eu não pude mais me calar. E assim, utilizo este espaço para engrossar o coro das vozes que estão clamando pela saída do presidente do Senado (saída permanente da vida pública, e não apenas uma licença temporária como querem alguns incautos ou mal intencionados).

Eu poderia escrever um texto gigantesco contestando essa atitude medievalesca, que só confirma que o nosso sistema judiciário está a serviço da elite (política) brasileira. Mas, enfim, prefiro apenas relatar o ocorrido e os leitores deste blog que tirem suas próprias conclusões, baseando-se em tudo que tem sido ventilado em todos os meios de comunicação do Brasil e do exterior e aproveitando para ler as reportagens.

Em alguns momentos após o fim da ditadura militar, inocentemente cheguei a pensar que pelo menos os grandes veículos de comunicação estivessem "imunes" a esse tipo de abuso. Mas vejo que eu estava completamente enganado. Segundo a reportagem no site do Estadão, o empresário Fernando Sarney que é filho de José Sarney, apresentou recurso judicial contra o jornal na quinta-feira no fim do dia, e, ainda segundo a mesma reportagem, na sexta-feira pela manhã o magistrado havia concedido a liminar que coloca o jornal sob CENSURA.

A decisão proíbe que o jornal publique reportagens com informações sobre a operação Faktor, que também está sendo conhecida como Boi Barrica, que a Polícia Federal está fazendo sobre o caso, no qual escutas autorizadas judicialmente revelaram as ligações do presidente do Senado com a contratação de parentes e afilhados através dos tão falados atos secretos, que o mesmo José Sarney disse não existirem.

No caso de descumprimento da decisão, o Desembargador determinou uma multa de R$ 150 mil, por "cada ato de violação do presente comando judicial", ou seja, para cada reportagem publicada. Muitas entidades da área de imprensa manifestaram repúdio e dizem que irão recorrer, uma vez que a decisão fere a Constituição, e no site do Yahoo, a reportagem apresenta a manifestação de alguns Senadores que também se mostraram contrários a CENSURA.

Mais uma vez, está tudo aí na frente de todos e só não vê quem não quer ou não respira mais. É preciso muito cuidado, já que é patente que os políticos tem se mostrado os verdadeiros inimigos do Brasil e tendo o judiciário ao seu lado! E o povão, o que sobra para quem não usa terno e gravata? Foi por isso que tanto lutaram todos os mortos e desaparecidos durante a ditadura dos anos 60 e 70? É a isso que chamam de Democracia? A mim, me parece estarmos vivendo numa caricatura mal feita, uma piada de muito mal gosto, feita só para néscio rir.