quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
Cidadão Boilesen
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segunda-feira, 16 de julho de 2012
O Ódio no Brasil - Leandro Karnal
domingo, 19 de fevereiro de 2012
A História do Brasil
Excelente aula de História do Brasil, com o professor Boris Fausto, desde a chegada dos portugueses até o governo do presidente Lula, eleito pelo voto direto, em 2002. Este documentário aborda de maneira bastante didática vários fatos que contribuíram para a formação da nação brasileira, em seus pouco mais de 500 anos de existência.
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Personagem: Ricardo Gumbleton Daunt
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| Túmulo do Dr. Ricardo G. Daunt, no Cemitério da Saudade, Campinas/SP |
Por: Anna Gicelle Garcia Alaniz
Ricardo Gumbleton Daunt nasceu em Cork, na Irlanda, mais precisamente no Castelo de Kilcascan, de propriedade de seu avô William Daunt, em trinta de agosto de mil oitocentos e dezoito. Era filho primogênito de Richard Gumbleton Daunt e Anna Dixon Raines, de Kirkland. Devido ao sistema de morgadio, sendo o segundo filho de William Daunt, seu pai viu-se excluído da sucessão nos títulos e terras da família, tornando-se capitão do exército inglês. Aos cinco anos, tendo-lhe falecido a mãe, o Dr. Ricardo passou a ser educado pela família desta na Inglaterra.
Suas origens parecem perder-se na noite dos tempos da conquista normanda, mas procuraremos reconstruí-las com base nos dados fornecidos por Estêvão Leão Bourroul[3], Salvador de Moya[4] e Sacramento Blake[5], além daqueles do Livro de Ouro[6] organizado por seu neto homônimo, por ocasião do centenário de seu nascimento. Quando, no ano de 1066, Guilherme atravessou o Canal da Mancha e empreendeu a conquista bem sucedida das Ilhas Britânicas, levou consigo os primeiros Daunt a fixar-se em solo inglês, deixando na Normandia uma parte da família, que grafava-se Dauntre, de modo afrancesado.[7] Ao longo dos anos, através dos casamentos, os Daunt foram ligando-se aos De Tracy, de Toddington, e aos Owlpen, de Gloucester. Participaram de batalhas célebres e estabeleceram alianças sempre próximas aos monarcas reinantes.[8]
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| Identificação do túmulo |
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| Residência do Dr. Ricardo, no centro de Campinas/SP |
**Fotos por: Rubão Almeida - 2011
Fonte: Sociedade Brasileira de História da Medicina
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Há 50 anos, Janio Quadros renunciava à presidência da República
O governo de Jânio Quadros perdeu sua base de apoio político e social a partir do momento em que adotou uma política econômica austera e uma política externa independente. Na área econômica, o governo se deparou com uma crise financeira aguda devido a intensa inflação, déficit da balança comercial e crescimento da dívida externa. O governo adotou medidas drásticas, restringindo o crédito, congelando os salários e incentivando as exportações.
Mas foi na área da política externa que o presidente Jânio Quadros acirrou os animos da oposição ao seu governo. Jânio nomeou para o ministério das Relações Exteriores Afonso Arinos, que se encarregou de alterar radicalmente os rumos da política externa brasileira. O Brasil começou a se aproximar dos países socialistas. O governo brasileiro restabeleceu relações diplomáticas com a União Soviética (URSS).
As atitudes menores também tiveram grande impacto, como as condecorações oferecidas pessoalmente por Jânio ao guerrilheiro revolucionário Ernesto "Che" Guevara (condecorado com a Ordem do Cruzeiro do Sul) e ao cosmonáuta soviético Yuri Gagarin, além da vinda ao Brasil do ditador cubano Fidel Castro.
Independência e isolamento
De acordo com estudiosos do período, o presidente Jânio Quadros esperava que a política externa de seu governo se traduzisse na ampliação do mercado consumidor externo dos produtos brasileiros, por meio de acordos diplomáticos e comerciais.
Porém, a condução da política externa independente desagradou o governo norte-americano e, internamente, recebeu pesadas críticas do partido a que Jânio estava vinculado, a UDN, sofrendo também veemente oposição das elites conservadoras e dos militares.
Ao completar sete meses de mandato presidencial, o governo de Jânio Quadros ficou isolado politica e socialmente. Jânio Quadros renunciou a 25 de agosto de 1961.
Política teatral
Especula-se que a renúncia foi mais um dos atos espetaculares característicos do estilo de Jânio. Com ela, o presidente petenderia causar uma grande comoção popular, e o Congresso seria forçado a pedir seu retorno ao governo, o que lhe daria grandes poderes sobre o Legislativo. Não foi o que aconteceu, porém. A renúncia foi aceita e a população se manteve indiferente.
Vale lembrar que as atitudes teatrais eram usadas politicamente por Jânio antes mesmo de chegar à presidência. Em comícios, ele jogava pó sobre os ombros para simular caspa, de modo a parecer um "homem do povo". Também tirava do bolso sanduíches de mortadela e os comia em público. No poder, proibiu as brigas de galo e o uso de lança-perfume, criando polêmicas com questões menores, que o mantinham sempre em evidência, como um presidente preocupado com o dia-a-dia do brasileiro.
* Renato Cancian é cientista social, mestre em sociologia-política e doutorando em ciências sociais, é autor do livro "Comissão Justiça e Paz de São Paulo: Gênese e Atuação Política -1972-1985".
Fonte: UOL
segunda-feira, 14 de março de 2011
De Deodoro a Dilma: especial do Estadão
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
As Artes 1914-1945
sábado, 8 de janeiro de 2011
Há 180 anos, Líbero Badaró era assassinado
Os restos mortais enterrados no Cemitério da Consolação, em São Paulo, são os do médico italiano e editor do jornal Observador Constitucional, Líbero Badaró. Ele faleceu no dia 21 de novembro de 1830, em consequência dos ferimentos causados pelo tiro de pistola, disparado à queima-roupa pelo imigrante alemão Henrique Stock, a mando do desembargador ouvidor Candido Ladislau Japi-Assú. As 24 horas transcorridas entre a emboscada armada diante de sua casa e sua morte deram-lhe o tempo suficiente para que deixasse seu testamento político e fornecesse as informações que permitiriam à polícia prender o autor do disparo.
O cortejo fúnebre ocupou toda a distância entre sua casa, na hoje Rua Líbero Badaró, e a Capela da Ordem Terceira do Carmo, numa distância de aproximadamente 1,2 km, no atual centro histórico da capital paulista.
A morte de Badaró deixou a cidade de apenas 9 mil habitantes à beira da insurreição e gerou protestos em vários pontos do Brasil. Japi-Assú foi julgado e absolvido por seus pares no Rio de Janeiro, convenientemente longe da cena do crime e da pressão popular. A mesma instância judicial reviu a condenação do pistoleiro, absolvendo-o.
O jornalista
Giovanni Battista Libero Badarò nasceu em 1798, na vila de Laigueglia, perto de Gênova. Seu pai era um médico liberal de extraordinária erudição, como atestam gravuras retratando sua imensa biblioteca. Estudou em Gênova e Bolonha, antes de se formar em Medicina, em agosto de 1825, pela Universidade de Turim. Recém-formado, decidiu ganhar o mundo. Tinha 28 anos, mas parecia mais velho. Era alto e magro, usava longas suíças e óculos de lentes redondas.
Badaró chegou ao Brasil, em 1826, atraído por uma terra que, aos olhos de muitos, já era o país do futuro e uma das poucas nações governadas por um imperador tido como liberal que aceitava livremente a submeter-se a uma Constituição. Ainda no Rio de Janeiro, tornou-se amigo de outro jornalista que se destacava pelas ideias liberais, Evaristo da Veiga. Em pouco tempo, ele e seus correligionários viram suas teses perderem terreno perante o avanço das forças conservadoras, diante das quais o imperador Pedro I, que num dia de glória havia sido aclamado como “Protetor Perpétuo do Brasil”, se isolava e assumia atitudes autoritárias a cada dia que passava.
Badaró chegou a São Paulo no início de 1828. Nessa época, os sinais de que a reação conservadora ganhava força estavam por toda a parte e seus líderes eram cada vez mais truculentos. Mesmo assim, ele lançou, em 23 de outubro de 1829, o seu Observador Constitucional – um bissemanário sem anúncios, de 30 cm de altura por 20 cm de largura, quatro páginas e vendido por 80 réis, impresso na tipografia do jornal que já circulava na cidade, O Farol Paulistano, de José da Costa Carvalho, com quem se hospedou, antes de alugar uma pequena casa na Rua São José (atual Líbero Badaró) .
Em São Paulo, os reacionários ocupavam os principais cargos provinciais: o de governador, exercido numa interinidade sem fim pelo vice-governador e bispo dom Manoel Joaquim Gonçalves de Andrade, o de comandante de armas, coronel Carlos Maria de Oliva, e o de chefe do Poder Judiciário, o desembargador ouvidor Candido Ladislau Japi-Assú. Este odiava especialmente Badaró, por tê-lo lançado no ridículo ao induzi-lo a revelar seu ignorante conservadorismo, censurando peças teatrais que não existiam.
Os redutos liberais eram formados por alguns cidadãos que compunham a pequena burguesia, pelos estudantes da ainda incipiente Faculdade de Direito e pela maioria da Câmara Municipal, que chegou a requerer ao governador em exercício que tomasse providências diante do “procedimento anticonstitucional, arbitrário e tirânico do ouvidor”. Apreensivos, seus amigos cuidavam para que não andasse só. Mas foi só que ele voltou para casa naquela noite de 20 de novembro de 1830.
Crime aconteceu na rua que hoje leva seu nome
Líbero Badaró se aproximava de sua casa entre 10 e meia e 11 horas da noite de 20 de novembro de 1830, quando viu dois homens sentados nas proximidades. Na rua escura, iluminada apenas pela lua cheia, perguntaram-lhe se era o dr. João Baptista Badaró. Diante da resposta afirmativa, disseram que vinham de parte do ouvidor. Badaró mal teve tempo de dizer que não era amigo de Japi-Assú quando sentiu no ventre o impacto do tiro de pistola. A bala causou ferimentos internos incuráveis que lhe provocaram uma agonia dolorosa por quase 24 horas, tempo suficiente para que, na presença de testemunhas respeitadas na cidade, fosse interrogado pelo juiz José da Silva Merciana, cujos “autos da devassa” detalhadamente elaborados permitiram à polícia capturar alguns suspeitos.
Ao juiz, Badaró declarou que não conhecia os atacantes, mas pelo sotaque sabia que eram alemães e, indagado se tinha suspeita de quem eram os responsáveis, não hesitou em apontar como mandante o desembargador-ouvidor Japi-Assú. Era mais do que uma suspeita, pois até o escrivão da Ouvidoria, Amaro José Vieira, em seu depoimento posterior ao crime, disse tê-lo advertido diversas vezes que escutara de seu chefe afirmações de que pretendia matá-lo. O que o jornalista não sabia era que seu assassinato foi cuidadosamente planejado e sua execução – segundo pesquisa de Argimiro da Silveira, publicada na Revista do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo em 1890 –, começou numa chácara da Freguezia do Braz, quando ao tenente Carlos José da Costa, vindo do Rio para matá-lo, foi indicado o alemão Henrique Stock para acompanhá-lo, identificar e executar a vítima. Badaró faleceu em consequência de hemorragia interna, às 10 horas de 21 de novembro.
A notícia do atentado a Badaró se espalhou rapidamente e a pequena capital da Província de São Paulo viveu dias agitados, com grupos armados percorrendo as ruas exigindo a prisão dos autores e mandantes do crime. Stock e outro alemão logo foram presos, mas o ouvidor se refugiou na casa do comandante militar, de onde só saiu depois de uma negociação com o bispo-governador interino com a participação de outros membros do Conselho e Governo da Província, entre os quais se destacou o mais tarde regente, padre Diogo Antônio Feijó. A pretexto de protegê-lo da ira popular e sob a alegação de que o acusado gozava de foro privilegiado, foi decidido que Japi-Assú seria conduzido ao Rio de Janeiro, não preso, mas sob escolta, para lá ser julgado."
Carlos Alves Müller é assessor da Associação Nacional dos Jornais (ANJ) e doutor em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília (UnB)
“(...) Terrível liberdade de imprensa, que clama a uns não matarás, a outros não prenderás, não substituirás o teu interesse ao dos mais; não te servirás de autoridade pública para satisfazer as tuas vinganças, não sacrificarás o teu dever ao poder! Incapazes de resistir à evidência dos argumentos positivos sobre que se apoia a necessidade de imprensa, os amigos das trevas se vestem da capa da moral e do sossego público, apontam os abusos desta liberdade, a calúnia, a difamação, as provocações diárias, os axincalhes continuados, que tornam a vida um suplício. É, meu Deus! Os abusos? E do que se não abusa neste mundo? Forte raciocínio! E porque se abusa de uma qualquer cousa, já, já suprima-se? E aonde iríamos com estas supressões? Um mau juiz abusa do seu ministério: suprima-se a magistratura; um mau sacerdote abusa da religião: suprima-se a religião; um mau marido abusa do matrimônio: suprima-se o matrimônio! Forte raciocínio, dizemos outra vez! Suprimam-se os abusos que será melhor. A lei contra os abusos existe; sirvam-se dela; e se não é boa, faça-se outra; e liberdade a todos de esclarecerem os legisladores, pela imprensa livre (...)”
Texto de autoria de Líbero Badaró, publicado no jornal Observatório Constitucional.
Última frase:
“Morre um liberal, mas não morre a liberdade”
Henrique Stock foi julgado pela Junta de Justiça de São Paulo, que o condenou a “galés perpétuas”, iniciando o cumprimento da pena em Guarapuava, no Sudoeste do Paraná. O julgamento de sua apelação da sentença foi transferido para o Rio de Janeiro e entregue ao Tribunal da Relação, cujos membros, em 18 de junho de 1831, haviam absolvido seu colega Japi-Assú, decisão aplicada também ao alemão acusado de autor material do assassinato.
Líbero Badaró foi o primeiro jornalista assassinado no Brasil em virtude do ofício que exercia e o primeiro caso em que os assassinos, beneficiados por suas relações, viveram o resto de suas vidas na impunidade, apesar das provas que os incriminavam.
Cinquenta e nove anos mais tarde, alguns dias após a Proclamação da República, a urna mortuária do jornalista foi transferida da cripta da Capela do Carmo para o Cemitério da Consolação.
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Félix: Brasil tem que se acostumar "com sacos de corpos" voltando da guerra

O telegrama secreto descreve um jantar oferecido pelo embaixador a Félix e ao Subchefe-Executivo do GSI, o General-de-Divisão Rubem Peixoto Alexandre. Na pauta, o pedido da diplomacia para que Félix intermediasse um encontro entre a ministra-chefe da Casa Civil Dilma Rousseff e o advogado-geral americano - além da perspectiva do Brasil colaborar com a Otan, aliança militar que inclui países da Europa e os Estados Unidos.
Preço a pagar
"Félix estava relaxado e falando francamente, enquanto Alexandre permaneceu em silêncio durante a maior parte da noite", descreveu Sobel. Ele perguntou sobre os benefícios do Brasil colaborar militarmente com a Otan.
"Felix pareceu circunspecto e disse que os brasileiros devem encarar o fato de que 'um preço deve ser pago' para obter um papel de liderança global. O Brasil deve estar disposto a modernizar e empregar suas forças em operações internacionais e confrontar a perspectiva de 'sacos de corpos' retornando ao Brasil. Félix disse que, tanto pessoalmente quanto como militar, ele acreditava que era chegada a hora do Brasil pagar o preço e assumir a posição de liderança no cenário global", narra o telegrama.
O general diz ainda, segundo o documento, que uma cooperação próxima com a Otan seria vista positivamente pelos militares brasileiros, que compartilham a sua visão.
Venezuela
Durante o jantar o general também voltou a falar do seu desafeto Hugo Chávez. Disse que o venezuelano tinha pouca influência no Brasil, recebendo sempre críticas negativas da imprensa, e que "enquanto os governos vizinhos forem democraticamente eleitos, o Brasil tentará ser compreensivo quanto às suas idiossincrasias políticas particulares".
Felix, interlocutor frequente da embaixada, já tinha deixado clara suas diferenças com o governo em relação à Venezuela durante um almoço na residência do embaixador em 2005 - mas disse preferir se manter alinhado com a posição oficial.
Ele também reclamou da designação da Região da Tríplice Fronteira como alvo do Hezbollah. Desde 2006 o governo americano menciona possíveis atividades terroristas na tríplice fronteira com o Paraguai e a Argentina em seu relatório anual.
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Cientistas identificam cabeça embalsamada como sendo de rei francês
A identificação foi feita usando retratos do reiBBC Brasil
A cabeça foi perdida depois que a capela real de Saint Denis, nos arredores de Paris, foi saqueada durante a Revolução Francesa em 1793. Desde então, ela circula entre colecionadores.
A equipe, que reuniu pesquisadores de diversas áreas, identificou as feições do rei com base em retratos da época, usando as mais recentes técnicas forenses.
Uma lesão perto do seu nariz, a orelha furada e um ferimento na face de uma tentativa de assassinato anterior foram algumas das marcas identificadas.
A descoberta foi anunciada na publicação especializada British Medical Journal.
Conservação
Segundo os cientistas, as técnicas usadas no embalsamento da cabeça são condizentes com a época em que Henrique 4º viveu.
No entanto, não foi possível usar o teste de DNA na análise, já que não havia amostras livres de contaminação.
A equipe, liderada pelo patologista forense e arqueólogo Philippe Charlier, disse que a cabeça tinha "cor marrom clara, a boca aberta e olhos parcialmente fechados".
A análise dos pesquisadores mostrou que a cabeça estava bem preservada, com todos os tecidos frágeis e órgãos internos conservados.
O rei Henrique 4º era um dos favoritos da França. Ele se converteu ao catolicismo para acabar com a guerra religiosa no país, mas foi morto por um católico fundamentalista.
Henrique foi o primeiro monarca da casa dos Bourbon, que inclui seu neto Luís 14, o rei Sol.
Sua cabeça será enterrada novamente na Basílica de Saint Denis no próximo ano, após uma missa nacional e um funeral.
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Corinthians 100 anos
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Comentarista de retransmissora da Rede Globo faz apologia da ditadura militar
sábado, 28 de novembro de 2009
MPF processa Tuma e Maluf por ocultar cadáveres em SP
Entre as autoridades, o MPF recomenda a responsabilização do delegado e hoje senador Romeu Tuma e do ex-prefeito da capital paulista Paulo Maluf. Além deles, do médico legista Harry Shibata, ex-chefe do necrotério do Instituto Médico Legal de São Paulo; , atualmente deputado federal, e Miguel Colasuonno (gestão 1973-1975), e de Fábio Pereira Bueno, diretor do Serviço Funerário Municipal entre 1970 e 1974.
A pena recomendada pelo MPF é de perda de suas funções públicas e/ou aposentadorias. Caso sentenciados, os mandatos atuais de Tuma e Maluf não seriam afetados, pois a Constituição impede a perda de mandato em ações civis públicas. Além das medidas administrativas, o MPF pede a indenização de, no mínimo, 10% do patrimônio pessoal de cada um, revertidos em medidas de memória sobre as violações aos Direitos Humanos ocorridos na Ditadura.
Procurada, a assessoria do deputado Paulo Maluf afirmou que consultaria seus advogados antes de se pronunciar. O gabinete do senador Romeu Tuma afirmou ainda não ter sido comunicado da ação.
Segundo o MPF, desaparecidos políticos foram sepultados nos cemitérios de Perus e Vila Formosa em São Paulo, de forma totalmente ilegal e clandestina, com a participação do Instituto Médico Legal, do Departamento de Ordem Política e Social (Dops) e da Prefeitura.
Responsabilidades
Como diretor do Dops, o senador Tuma formalizou prisões feitas ilegalmente pelo Exército brasileiro e fazia inquéritos policiais. No Dops, ocorriam novos interrogatórios, segundo a ação, "em regra sob tortura".
Haveria registros de que pelo menos 36 presos passaram pelo DOPS e há documentos que mostram que Tuma tinha conhecimento de várias mortes ocorridas sob a tutela de policiais, mas não a comunicou a familiares dos mortos, o caso, por exemplo, de Flávio Molina, morto em 1971.
O legista Harry Shibata, por sua vez, teria assinado inúmeros laudos necroscópicos, atestando falsamente causa mortis incompatíveis com os reais motivos dos óbitos de inúmeros militantes políticos, ignorando, muitas vezes, lesões de tortura, casos, por exemplo, de Vladimir Herzog e Sônia Angel Jones.
A maioria dos laudos de Shibata era feita no nome de guerra dos militantes, apesar de o aparato estatal conhecer suas reais identidades. O legista chegou a ter o registro de médico cassado pelo Conselho Federal de Medicina.
Paulo Maluf foi prefeito de São Paulo durante a fase mais grave da repressão, tendo ordenado a construção do cemitério de Perus, projetado especialmente para indigentes e que tinha quadras marcadas especificamente para "terroristas".
Sob a gestão de Colasuonno, o cemitério de Vila Formosa em 1975 foi reurbanizado, destruindo a quadra de indigentes e "terroristas", o que praticamente impossibilita qualquer identificação de militantes naquele local.
Fonte: Portal Terra
sábado, 31 de outubro de 2009
Após sucesso no YouTube, "Besouro" chega aos cinemas

SÃO PAULO - Com 160 cópias, "Besouro" deve chegar nesta sexta-feira, 30, a quase 200 salas em todo o Brasil. O longa do estreante João Daniel Tikhomiroff cumpre uma trajetória rara no cinema brasileiro. "Besouro", inspirado na lenda do famoso capoeirista Besouro Mangangá, virou fenômeno na internet, com mais 530.503 mil acessos em apenas dois das dezenas de canais que o YouTube criou para abrigar o trailer.
Isso faz com que um público muito expressivo, e formador de opinião, tenha ajudado a difundir o conceito do primeiro grande filme nacional de artes marciais. Os próprios capoeiristas, nas sucessivas pré-estreias que levaram o diretor e sua equipe a todo o Brasil, elogiaram Tikhomiroff por haver desviado a capoeira do enfoque realista, documental, para explorar seu potencial cinematográfico.
Tikhomiroff não sabe o que esperar como resultado de público, mas está ansioso. Colegas diretores têm feito grandes elogios ao filme. Arnaldo Jabor chegou a ligar "Besouro" à tradição do Cinema Novo, o que para a atriz Jessica Barbosa, que faz Dinorá, foi um elogio tão grande que ela admite que não teve pudor nenhum em chorar lendo o texto.
"É tão bacana. O João (Daniel) fez um filme sobre a raça, que devolve ao negro sua autoestima e olha a religiosidade popular sem folclorizar. Acho tudo isso muito importante. Estou agora na capa da revista Raça por causa do filme. É bom para mim, mas é melhor para o Besouro. Vai dar ainda mais visibilidade. João não folclorizou o candomblé. O que ele faz para expressar na tela o mundo dos orixás é muito bonito. Eu própria fiquei tão fascinada por esse universo que agora leio e releio o livro de Pierre Verger." Ela se refere ao etnólogo e fotógrafo francês que investigou e documentou os orixás e os deuses iorubas na África e no Novo Mundo, preenchendo uma lacuna da cultura brasileira.
Ailton Carmo, que faz Besouro, está por estes dias incomunicável. Guia de turismo, ele está num lugar incerto da Chapada Diamantina, acompanhando um grupo. Curiosa trajetória de um astro brasileiro (que ele poderá vir a ser). Jessica Barbosa faz não apenas Dinorá, mas também Iansã. São duas faces da mesma mulher guerreira. Dinorá, como define a atriz, viveu adiante de sua época. "Ela luta capoeira, é a única nas rodas a tocar berimbau, João fez dela uma figura fascinante que eu tive muito prazer em interpretar.
Sendo as lutas tão importantes, Tikhomirof se aplicou para que elas saíssem perfeitas na tela. Ele trouxe ao Brasil um dos grandes especialistas da atualidade, o chinês (de Hong Kong) Chiu Ku-huen, mais conhecido como DeeDee, que coreografou as cenas de lutas, como fez na série Matrix. DeeDee ficou no Brasil durante oito semanas, primeiro preparando o elenco (quatro semanas) e depois, no set, acompanhando a filmagem de cenas como as das lutas entre Besouro e Exu, ou entre Besouro e quero-quero.
"A tradição diz que ele voava e o DeeDee facilitou que isso acontecesse, com seus cabos." No total, não mais do que 5% das cenas requisitaram o especialista estrangeiro. A cena decisiva da dança de amor não teve nada a ver com ele. DeeDee veio, coreografou, foi embora e a pós-produção se encarregou de apagar digitalmente os cabos. "Mas tem cenas em que Ailton (Carmo) voa por ele mesmo", avisa o diretor.
Fonte: Estadão Online
Trailer do filme:
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Uma Gota de Sangue-História do Pensamento Racial
Lançando seu mais recente trabalho, o sociólogo Demétrio Magnoli faz uma sinopse do livro Uma Gota de Sangue-História do Pensamento Racial que está sendo lançado pela editora Contexto, e já está disponível em diversas livrarias pelo Brasil afora. O livro tem 400 páginas e trata da história da invenção, desinvenção e reinvenção do mito de raça.sábado, 18 de julho de 2009
Uma estadia com os Inconfidentes
Ao entrar na cidade, logo ao chegar na praça central que leva o nome do Mártir, comecei a lembrar da imagem que eu tinha formado em minha cabeça, do trágico episódio de 1792. Não vou colocar aqui a saga dos nossos heróis nacionais, mas sim, um roteiro que achei muito interessante para quem quiser conhecer um pouco mais da nossa história e aproveitar o passeio, que vale cada centavo gasto para ir até a antiga Vila Rica.
A primeira coisa é conseguir uma pousada ou hotel, e em Ouro Preto o que não falta é hospedagem em casarões originais do século 18 e perfeitamente conservados, a preços acessíveis. Dá pra conseguir uma pousada com chuveiro quente, café da manhã e estacionamento com preços que variam de R$70 até perto dos R$300 ou mais, dependendo do luxo do serviço desejado.
As diversas igrejas setecentistas (cerca de 15), são uma espécie de túnel do tempo, que nos levam de volta ao passado e mostram a beleza da arte barroca e o trabalho de artistas como Aleijadinho e seu pai e mestre, Manuel Francisco Lisboa. As igrejas do Pilar e de São Francisco de Assis, são visita obrigatória para quem vai a Ouro Preto. Na matriz do Pilar se encontra um museu com diversas obras de Aleijadinho, além de um interior fantástico, todo esculpido em estilo barroco com detalhes em ouro, lembrando a opulência do período em que Vila Rica era o centro econômico do Brasil. Por toda a cidade pode-se ver vários chafarizes, públicos e particulares que são uma mostra da dificuldade que os moradores da época tinham em manter um abastecimento de água potável abundante.
Também vale a pena uma visita à Mina do Chico Rei, local que pertenceu, segundo a tradição, a um rei africano que conseguiu muita fortuna em solo brasileiro. Nessa mina é possível entender o que os escravos sofreram para fazer a fortuna de seus senhores e a visita é um misto de tortura e passeio cultural, já que é um pouco complicado caminhar agachado por cerca de meia hora.
Outro lugar sensacional é o Museu da Casa dos Contos, local que já sediou entre outros, a Casa dos Contratos, Casa de Fundição de Ouro, Correios, Caixa Econômica e a Prefeitura de Ouro Preto. No subsolo há uma senzala, em que pode-se ver os diversos objetos usados para torturar os escravos, e o prédio todo é uma obra de arquitetura barroca. No interior do prédio foram encarcerados os inconfidentes, sendo numa das salas que morreu, o também inconfidente, Claudio Manuel da Costa.
Depois de conhecer a Casa dos Contos, é imprescindível visitar o Museu da Inconfidência (esse prédio da foto acima), na praça central. Lá estão expostos diversos objetos usados durante o período, objetos dos inconfidentes, obras de arte, a sentença de morte aplicada ao Tiradentes, e um mausoléo com os inconfidentes que foram encontrados, além de um monumento àqueles que não tiveram seus corpos preservados, como o próprio Joaquim José da Silva Xavier.
Além da cidade de Ouro Preto, é interessante fazer um passeio de trem até a cidade de Mariana, onde também é possível ver outras igrejas e construções barrocas e obras de Aleijadinho. O trem parte de Ouro Preto as quintas-feiras as 10hs e retorna as 14hs, o caminho pelas montanhas é de impressionar, com vistas para cachoeiras, garimpos e muito verde.
Enfim, em Ouro Preto respira-se história e é um passeio que deve ser feito por todos, sendo recomendadíssimo para os amantes da história e estudiosos de todas as áreas. Confira, vale muito a pena!
Confira mais das minhas fotos em: http://www.panoramio.com/user/175496








