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domingo, 4 de dezembro de 2011

Dr. Sócrates (1954-2011)


Por Rubão Almeida

Existem dias que começam antes da meia noite, e hoje começou ontem, quando eu ví na televisão uma notícia sobre o extremamente debilitado estado de saúde de Sócrates, o ex jogador do Corinthians. Imediatamente algo me dizia que aqueles seriam os últimos momentos do Doutor, como era conhecido pela maioria daqueles que o viram dar espetáculos, em seus jogos com a camisa do Timão e da seleção brasileira.

Acabei acordando hoje, com a notícia do falecimento do Dr. Sócrates, às 4:30 da manhã, e logo percebí que este seria um dia diferente, daqueles para entrar para a história. Tudo porque hoje era o dia em que o Corinthians iria decidir o Campeonato Brasileiro de 2011, com o rival histórico, o Palmeiras. E no caso de conquista do título, seria um dia triste, mas que ficaria marcado na história do clube, como o Dia de Sócrates, pela conquista do brasileirão.

E assim foi, o Timão chegou ao seu quinto título brasileiro, para a glória máxima de um de seus maiores ídolos, que foi como um maestro na regência de sua orquestra. O time apresentou um futebol, que está longe de ser comparável àquele em que o Dr. jogou, em sua gloriosa passagem pelo Corinthians, mas foi suficiente para garantir o empate contra o Palmeiras e conquistar o quinto brasileirão. A partir de agora, quando contarmos a história do Timão, vamos ter de falar deste dia e lembrar de um dos maiores ídolos da história do clube.

Em diversas redes sociais, pela internet, foram vistas mensagens de homenagem ao doutor, de pessoas que são torcedoras de diversos times, por onde ele jogou, ou simplesmente, de amantes do futebol arte, que assim como eu, aprendeu a admirar o futebol de toda uma geração, que se preocupava apenas em jogar o fino da arte do futebol.

Contemporâneo de gênios como Zico, Júnior, Roberto Dinamite, Éder, Casagrande, entre muitos outros, que fizeram a alegria de milhões de torcedores, que assistiam futebol entre as décadas de 70 e 80, do século XX. Sócrates fez fama ao conquistar os títulos paulistas de 1979, 1982 e 1983, pelo Corinthians, além de ter participado das Seleções que disputaram as Copas de 1982 e 1986, sob a batuta do maestro Telê Santana. Também jogou na Fiorentina, da Itália, no Flmaengo e no Santos, no final da década de 80, onde demonstrou suas jogadas de calcanhar, que se tornaram sua marca registrada, sendo autor de vários gols importantes, como os da seleção brasileira na Copa de 1982.

Sócrates deixará saudades e suas jogadas ficarão na memória de muitos corintianos, por várias gerações, que se lembrarão do dia em que o doutor foi embora, para ver o Timão campeão de um outro plano. Descanse em paz, doutor da bola e parabéns ao Corinthians, pelo seu quinto Campeonato Brasileiro!!


domingo, 3 de julho de 2011

Quatro décadas sem Jim Morrison


Javier Albisu

Paris, 2 jul (EFE) - Quatro décadas após sua morte em Paris, aos 27 anos, o magnetismo do mistério segue em torno da figura de Jim Morrison, o poeta que liderou o The Doors e que se tornou um ícone de uma geração.

O rastro dos últimos passos de Morrison - que morreu com a mesma idade de Jimi Hendrix, Janis Joplin, Brian Jones e Kurt Cobain - deixou Paris repleta de lugares venerados por fãs incondicionais a cada 3 de julho. [...]

Porém, existem outros pontos da Cidade Luz que zelam pela memória do rapaz tímido e excêntrico que levou às rádios de todo o mundo o rock psicodélico de temas como "The End", "Break On Through" ou "Touch Me".

Protegidos por uma cerca metálica na divisão 6 do cemitério Père-Lachaise, os restos mortais de James Douglas Morrison (1943-1971) jazem sob uma lápide que nunca fica sem flores e onde um epitáfio reza: "Kata ton daimona eaytoy" (Fiel a seu próprio espírito).

Lá se reúnem adeptos, que frequentemente declamam poemas, tiram fotografias ou colocam garrafas de bourbon junto à célebre lápide, muito mais frequentada que as do escritor Oscar Wilde, a soprano Maria Callas ou do compositor Frédéric Chopin, que ficam próximas. [...]

Um dos maiores marcos relacionados a Morrison em Paris é o número 17 da rue de Beautreillis, um imóvel haussmaniano de cinco andares próximo à Praça dos Vosgos.

Trata-se do último lugar onde ele viveu durante seus quatro meses de residência na cidade, e onde foi declarado morto por parada cardíaca, embora seu corpo nunca tenha passado por necrópsia, o que gerou inúmeras teorias sobre sua morte.

Sam Bernet, autor de vários livros sobre o The Doors e proprietário do extinto clube Rock'n Roll Circus, sustenta que Morrison faleceu em seu bar, e que ele mesmo foi um dos que o levaram da discoteca até sua casa.

"Eu estava entre as três pessoas que o encontraram morto nos fundos da discoteca", afirmou Bernet, que garantiu que um cliente e um médico "constataram a morte por overdose" de heroína.

Há também quem suspeite que Morrison nunca morreu, e os que acham que seu pai, um militar, tirou seu corpo do sepulcro parisiense e o repatriou aos Estados Unidos clandestinamente. [...]

"O Rei Lagarto" chegou em Paris em março de 1971 acima do peso e alcoolatra, para se concentrar em sua poesia. Era um Morrison distante do jovem sensual e provocador que pouco tempo antes se destacava nos palcos com suas improvisações. [...]

Um ano antes de chegar à França, Morrison tinha sido condenado por conduta lasciva e libidinosa durante um show em Miami, embora tenha evitado a prisão com apelações e após pagar fiança de US$ 50 mil.

O universo do rock havia sofrido na época um duro abalo com as mortes quase consecutivas de Jimi Hendrix e de Janis Joplin, e "Jimbo" se refugiou em Paris com sua namorada Pamela Courson, que pouco depois o encontraria morto em sua banheira. [...]

Fonte: Uol

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Bob Marley, o reggaeman que partiu há 30 anos


A primeira vez que eu ouví uma música do Bob Marley, eu tinha por volta de 7 anos de idade, era a grande versão de No Woman no cry, gravada por Gilberto Gil, em 1979. De lá pra cá, o interesse na música de Bob Marley só aumentou.

Infelizmente, há 30 anos, o mestre do reggae fazia sua última participação neste mundo dos vivos. Já bastante debilitado, devido a um câncer, diagnosticado em seu dedo do pé, que por conta de suas opções religiosas, não foi amputado e isso fez com que a doença se espalhasse pelo seu corpo.

Pouco antes de sua morte, Bob Marley foi premiado com a Ordem ao Mérito Jamaicana. Ele queria passar seus últimos dias em sua terra natal, mas, seu estado de saúde piorou durante o vôo de volta da Alemanha e Marley foi internado em Miami. Ele faleceu no hospital Cedars of Lebanon no dia 11 de maio de 1981 em Miami, Flórida, aos 36 anos.

Seu funeral na Jamaica foi uma cerimônia digna de chefes de estado, com elementos combinados da Igreja Ortodoxa da Etiópia e do Rastafari. Ele foi sepultado em uma capela em Nine Mile, perto de sua cidade natal, junto com sua guitarra favorita, uma Fender Stratocaster vermelha.

"Saudade é um sentimento que quando não cabe no coração, escorre pelos olhos." - Bob Marley

Abaixo uma das diversas pérolas deixadas pelo Bob Marley.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Há 10 anos, morria Joey Ramone


Há exatos 10 anos, no dia 15 de abril de 2001, morria aos 49 anos de idade, Jeffrey Hyman, que escreveu seu nome na história da música como Joey Ramone. Nascido no Queens, em Nova York, Joey fundou os Ramones, juntamente com Johnny, Dee-Dee e Tommy, em 1974.

No início, Joey tocava bateria, mas, após o primeiro show da banda, ele assumiu os vocais e a partir daí, sua voz marcou os maiores sucessos dos Ramones, que influenciaram bandas como Sex Pistols, The Clash, Green Day e todos os que se rotularam como punks.

Joey Ramone morreu vítima de um linfoma, no Presbyterian Hospital, em NY, após cerca de 4 anos de luta contra a doença. Após a sua morte, foi lançado o álbum Don't worry about me, em 2002, que incluía a regravação da música What a wonderful world.

Os Ramones, vieram ao Brasil, fazer shows em cinco oportunidades, mas, os shows mais marcantes, sem dúvida alguma, foram os shows ocorridos em 1987 e o mais conturbado, em 1991, no Dama Xoc, em São Paulo, onde uma pessoa foi esfaqueada. Abaixo, um vídeo deste show, que ainda teve a abertura do Ratos de Porão e se procurar direito, é capaz de me encontrar espremido na frente do palco.

Joey R.I.P!!!

domingo, 12 de setembro de 2010

O aniversariante do dia


Quem assopra as velinhas hoje é nada menos que o baterista do Rush, Neil Peart. Nascido em, 12/09/1952. Neil Peart ganhou fama como baterista do Rush, e desde 1974, seu estilo de tocar vem sendo a marca registrada da banda canadense.

Abaixo, um dos clássicos do Rush, onde Neil Peart mostra porque foi considerado "hors concours", durante os anos 80.

Parabéns Mr. Peart!!


quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Corinthians 100 anos


Parabéns ao Todo Poderoso Timão em seus 100 anos de existência, glórias e tradição!!!

Muito obrigado aos eternos ídolos que fizeram várias gerações sentirem orgulho de ser Corinthians.

Abaixo, a video reportagem de Ceneira Barrionuevo, direto do Viaduto do Chá, no dia 31/08/2010.


terça-feira, 29 de junho de 2010

Ian Paice o aniversariante do dia


Quem assopra as velinhas hoje, é nada menos do que o lendário baterista do Deep Purple, Ian Anderson Paice (29 de junho de 1948).

Ian Paice tem o mérito de ser o único membro da formação original do Purple ainda em atividade na banda.

Dono de um currículo invejável, Paice tem em sua extensa discografia, trabalhos ao lado de feras de vários estilos musicais, entre eles, já trabalhou com nomes como: The Shindings, MI5 & The Maze, Deep Purple, Whitesnake, Gary Moore, Velvet Underground e muitos outros.

Abaixo, uma música onde Mr. Paice debulha toda a sua técnica. Parabéns!!



segunda-feira, 28 de junho de 2010

Seleção Brasileira de 1982


Aproveitando o clima de Copa do Mundo de Futebol, é inevitável para aqueles que têm mais de 30 anos, não lembrar da Seleção Brasileira de 1982.

Apesar de não ter ganho aquele mundial, o time montado por Telê Santana é referência de futebol arte até hoje e para muitos, foi o time que jogou mais bonito, até mais do que a seleção campeã de 1970!

Abaixo, um vídeo com os 11 gols mais bonitos da seleção canarinho, no mundial da Espanha 82, para lembrar com saudades.



domingo, 16 de maio de 2010

Ronnie James Dio (1942-2010)

Infelizmente tenho de postar aqui a notícia que eu não gostaria de publicar nunca. Morreu neste domingo, aos 67 anos, Ronnie James Dio.

Dio foi um dos maiores cantores que o Heavy Metal já conheceu, tendo escrito uma parte importante da história do estilo, como vocalista das bandas Rainbow, Black Sabbath e de sua própria banda, tendo gravado os clássicos "Holy Diver" e "The Last In Line".

A notícia da morte do cantor foi confirmada no site oficial por sua mulher e empresária, Wendy Dio, que disse: "Meu coração está partido, Ronnie faleceu às 7:45h da manhã de hoje, domingo, 16 de maio de 2010. Muitos amigos e familiares puderam estar presentes para se despedir antes que ele partisse em paz."
Dio havia revelado estar com câncer no estômago em novembro do ano passado, quando estava em turnê com a sua atual banda Heaven & Hell, formada por ex-integrantes do Black Sabbath. A partir de então, Ronnie estava em tratamento em um hospital de Houston e, após sua sétima sessão de quimioterapia, Dio estava confiante e ansioso para voltar aos palcos em breve. No começo deste mês, o Heaven & Hell cancelou uma turnê que deveria começar em 13 de junho, devido ao estado de saúde do cantor ter se agravado.

Ronnie James Dio ficou famoso em 1975, quando se tornou vocalista do Rainbow, banda do guitarrista do Deep Purple, Ritchie Blackmore. Antes disso, ele já havia gravado alguns discos com a banda ELF. Foi o substituto de Ozzy Osbourne, no Black Sabbath, em 1980, quando gravou o disco "Heaven And Hell" e, posteriormente o disco "Mob Rules", considerados clássicos do Black Sabbath. Em sua carreira solo foram inúmeros discos e grandes músicas, que se tornaram sucesso entre os fãs do estilo, como "Rainbow in the Dark", "Holy Diver" e "The Last in Line".

Encerra-se assim uma carreira de grandes composições e cala-se enfim, uma das vozes mais poderosas de todos os tempos, quando o assunto é Rock e Heavy Metal.

Rest in Peace Ronnie!



terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Há 15 anos o mundo perdia Tom Jobim


Carioca, nascido na Tijuca em 25/01/1927, Antonio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim foi um dos maiores expoentes da música brasileira e um dos criadores da Bossa Nova. Faleceu em 08/12/1994 em Nova York/EUA, no mesmo dia de outro grande expoente da música mundial, John Lennon.

Aclamado tanto por críticos como pelo público, ele deixou uma obra extensa e impregnada de qualidade e sofisticação que o tornou famoso pelo mundo todo. Esteve ao lado de grandes nomes da música mundial como Frank Sinatra, Elis Regina e Edu Lobo, entre outros.

Talvez a pareceria mais importante, tenha sido ao lado de Vinicius de Moraes, com quem compôs seus maiores sucessos em todos os tempos "Garota de Ipanema", "Só danço samba", "Ela é carioca", "Insensatez" e "A felicidade". Mas Tom Jobim também gravou ao lado de Chico Buarque, Billy Blanco, Elizete Cardoso, João Gilberto, Dorival Caymmi, Miúcha e Toquinho.

O maestro Jobim deixou um legado imenso que merece ser apreciado e estudado por todas as pessoas. Abaixo um de seus grandes sucessos.

Fonte: Wikipedia


quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Há 16 anos morria o mago da guitarra



Francis Vincent Zappa, nasceu em 21/12/1940 e morreu em 04/12/1993. Foi um dos músicos que mais marcaram a história musical do século XX, com uma obra vastíssima. Sua música passa pelo jazz, música clássica e chega ao rock. Além de música fez também alguns trabalhos no cinema e escreveu livros.

Desde o seu álbum de estréia (Freak Out), em 1965, ele deixou um legado de milhares de gravações de shows e estúdio, em seus quase 30 anos de atividade. Zappa ficou conhecido por seu estilo satírico e anárquico, tendo sido o pioneiro da fusão entre o jazz e a música clássica. Seu estilo de tocar guitarra foi, muitas vezes subestimado por alguns, mas, para muitos outros, ele foi e é até hoje um dos melhores, senão, o melhor de todos os tempos. O próprio Zappa não se considerava um instrumentista virtuoso, ele se considerava, acima de tudo, um compositor.

Em 1964, fundou os Mothers of Invention a partir de uma banda de bares, chamada Soul Giants. Foi com essa banda que ele criou os seus discos mais irreverentes, e também lançou grandes músicos para o mundo da música mundial, como Steve Vai, Jean-Luc Ponty, Bob Martin e muitos outros nomes.

Zappa foi muito ativo também em campanhas e movimentos, tendo chegado a candidatar-se à presidência dos EUA. O projeto foi abortado devido ao ataque súbito da doença que o vitimou, vindo a falecer em 04 de dezembro, vítima de câncer de próstata.

Abaixo um clássico desse guitar hero, que sempre figurará entre os grandes ícones da música mundial.

Fonte: Wikipedia





segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Freddie Mercury e Eric Carr, duas lendas do rock que se foram há 18 anos


Farrokh Bommi Bulsara ficou mais conhecido sob o pseudônimo de Freddie Mercury, nome que o tornaria mundialmente conhecido como o vocalista do Queen, um dos nomes mais marcantes de toda a história do rock.

Nasceu em 05/09/1946, em Stone Town, na ilha de Zanzibar, filho de pais indianos, adeptos do zoroastrismo. Chegou em 1964 na Inglaterra, onde se formou em Design Gráfico e Artístico. Na faculdade, ele conheceu o baixista Tim Staffell. Tim tinha uma banda na faculdade chamada Smile, que tinha Brian May como guitarrista e Roger Taylor como baterista, e levou Freddie para participar dos ensaios.

Em abril de 1970, Tim deixa o grupo e Freddie acaba ficando como vocalista da banda que passa a se chamar Queen. Freddie decide mudar o seu nome para Mercury. Ainda em 1970, ele conheceu Mary Austin, com quem viveu por cinco anos. Foi com ela que assumiu sua orientação sexual (Freddie era bissexual) e os dois mantiveram forte amizade até o fim de sua vida. Mary inspirou Freddie na música Love of My Life, de acordo com declaração do cantor e de seus companheiros de Banda, sendo Mary acima de tudo o verdeiro amor dele.

Freddie Mercury foi o compositor de muitos dos maiores sucessos do Queen, como Bohemian Rhapsody, Somebody to love e We Are The Champions, entre muitas outras. Suas performances ao vivo se tornaram lendárias durante os anos 70 e principalmente nos anos 80, quando o Queen lotava estádios pelo mundo todo. Fora do Queen lançou dois discos solo, muito aclamados pela crítica e pelo público.

Em 1991 surgiram rumores de que estaria com AIDS, devido aos problemas de saúde que começaram a aparecer, sendo que a notícia foi confirmada pelo próprio Freddie em 23 de novembro, um dia antes de sua morte. Na noite do dia 24, Freddie Mercury faleceu de complicações pulmonares, em consequencia da AIDS, em sua própria casa, chamada de Garden Lodge. A casa de Freddie Mercury, passada por testamento à sua ex-namorada, Mary Austin, recebeu muitos buquês de flores na época e continua a receber até hoje.

Seu corpo foi cremado e acredita-se que suas cinzas tenham sido jogadas em um lago em Montreaux, o que siginifica dizer que seus fãs não tem um local onde possam render-lhe as devidas homenagens. Em 25 de novembro de 1992, foi inaugurada uma estátua em sua homenagem, com a presença de Brian May, Roger Taylor, da cantora Montserrat Caballé, Jer e Bomi Bulsara (pais de Freddie) e Kashmira Bulsara (irmã de Freddie), em Montreux, na Suíça, cidade adotada por Freddie como seu segundo lar.

E no mesmo fatídico dia, também nos deixava o grande batera, Eric Carr (12/07/1950 - 24/11/1991). Eric foi substituto de Peter Criss no Kiss em 1980. Muitos dizem que ele foi um dos melhores ou até mesmo o melhor baterista de seu tempo.

Em maio de 1980 participou das audições para a escolha do novo baterista da banda. Competindo com mais de 2000 candidatos, Eric impressionou Gene Simmons, Paul Stanley, Ace Frehley e Peter Criss. Após uma tentativa fracassada de se caracterizar como uma águia, Eric encontrou na raposa, "The Fox" o seu personagem no universo do Kiss. A escolha pela raposa foi feita por Gene, pois, segundo ele, "Eric era astuto como uma raposa".

Seu primeiro lançamento com o Kiss só aconteceu em 1981, no disco "Music From The Elder", que não teve um grande sucesso de vendas, para os padrões da banda. Depois desse disco, Eric esteve em todos os principais discos do Kiss durante os anos 80, até "Hot In The Shade" de 1989. Apesar de ser considerado um dos bateristas mais fantásticos de seu tempo, Eric só pode explorar toda a sua técnica e os recursos de sua bateria de 36 peças em "Creatures of The Night" de 1982, um dos discos mais importantes de toda a carreira do Kiss.

Em abril de 1991, durante as gravações do disco seguinte, Eric foi diagnosticado com um tipo raro de câncer no coração. Operado no mesmo mês, o tumor não regrediu e tomou por completo o coração de Eric, que lutou até novembro, quando entrou em coma pouco antes de morrer, aos 41 anos, no mesmo dia que Freddie Mercury.

Abaixo uma música do Kiss, com a incrível batera de 36 peças de Eric Carr e um clássico do Queen.

Fontes: Whiplash.net, Wikipedia (F.M. / E.C.) e Eric Carr official




segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Miles Davis, o gênio do jazz


Há exatos 18 anos, morria o trumpetista e compositor norte-americano, Miles Dewey Davis Jr. Considerado um dos mais influentes músicos do século XX, Davis esteve na vanguarda de quase todos os desenvolvimentos do jazz desde a Segunda Guerra Mundial até a década de 1990. Ele participou de várias gravações do bebop e das primeiras gravações do cool jazz. Foi parte do desenvolvimento do jazz modal, e também do jazz fusion que originou-se do trabalho dele com outros músicos no final da década de 1960 e no começo da década de 1970.

Miles Davis nasceu em uma família relativamente rica em Alton, no estado de Illinois. Seu pai, Dr. Miles Davis II era dentista e, em 1927, sua família se mudou para East St. Louis. Eles também ganharam uma importante fazenda no norte do Arkansas, onde Miles aprendeu a andar a cavalo. A mãe de Davis, Cleota Mae (Henry) Davis, queria que seu filho aprendesse a tocar piano - ela era uma hábil pianista de blues, mas manteve isso escondido de seu filho. Os estudos musicais de Miles começaram aos treze anos, quando seu pai lhe deu um trompete novo e providenciou algumas aulas com um trompetista local, Elwood Buchanan.

Em 1944, Davis mudou-se para Nova York para conseguir uma bolsa de estudos na Juilliard School, mas ao invés disso ele decidiu procurar a banda de Charlie Parker. Suas primeiras gravações foram feitas em 1945 com o cantor de blues "Rubberlegs" Williams e o sax-tenorista Herby Fields, no outono ele se tornou um membro não-oficial do quinteto de Parker, aparecendo em várias gravações iniciais do bebop para os selos Savoy Records e Dial Records.

Em 1955, Davis dá vida a seu primeiro Miles Davis Quintet. Este grupo apresentava John Coltrane (saxofone tenor), Red Garland (piano), Paul Chambers (contrabaixo) e Philly Joe Jones (bateria). Evitando a complexidade rítmica e harmônica do então prevalecente bebop, Davis se permitiu a tocar longamente, em legato, essencialmente em linhas melódicas em que ele começaria a explorar o jazz modal. Nessa época, Davis foi influenciado pelo pianista Ahmad Jamal, que contrastava seu som esparso com o "atarefado" som do bebop. O quinteto nunca foi estável entretanto, com muitos dos integrantes usando heroína e o Miles Davis Quintet acabou em 1957.


Em Março e Abril de 1959, Davis voltou mais uma vez com seu sexteto para gravar o que seria considerada sua magnum opus, Kind of Blue. Ele chamou Bill Evans (que estava ainda a meses de formar seu famoso trio), para as sessões do álbum da maneira que haviam planejado acerca do método de piano de Evans. Ambos, Davis e Evans, tiveram uma familiaridade direta com as idéias do pianista George Russell, a respeito do modal jazz o qual fazia experimentos naquela época. Davis pelas idéias expostas com Russell e outros, antes do que viria a se tornar as sessões do álbum Birth of Cool, e Evans por estudar com Russel em 1956.


"So What" e "All Blues" foram tocadas pelo sexteto em performances antes das sessões de gravação, mas para as outras três composições, Davis e Evans preparam uma estrutura harmônica que os outros músicos viram somente no dia da gravação, a fim de criar uma aproximação de improvisação. O álbum resultante provou ser uma enorme influência para outros músicos. Miles não informou ao pianista Wynton Kelly sobre Evans nas gravações, consequentemente Kelly tocou apenas na faixa "Freddie Freeloader", e não esteve presente nas gravações em abril.


Na época do álbum E.S.P de 1965, a formação do grupo de Miles Davis consistia em Wayne Shorter no saxofone, Herbie Hancock no piano, Ron Carter no baixo e Tony Williams na bateria. Esta formação, a última formação acústica dele, é geralmente conhecida como "The Second Great Quintet". Sessões de duas noites em Chicago no final de 65 foram capturadas no álbum The Complete Live at The Plugged Nickel 1965, lançado em 1995. Ao contrário dos álbuns de estúdio do grupo, a apresentação ao vivo mostrava o grupo ainda tocando standards e bebops.


As influências de Miles Davis no final da década de 1960 incluíam o acid rock e artistas funk como Sly and the Family Stone, James Brown e Jimi Hendrix, muitos dos quais se conheceram através de Betty Mabry, uma jovem modelo e letrista que Miles se casou em 1968 e se separaria um ano depois. A transição musical requereu que Davis e seu grupo se adaptassem aos instrumentos elétricos, tanto em estúdio quanto performances ao vivo.


Em 1970, Davis contribuiu para a trilha sonora de um documentário sobre o boxeador afro-americano Jack Johnson. Ele próprio um fanático por boxe. Davis traçou um paralelo entre Johnson, cuja carreira foi marcada pela infrutífera busca por uma "grande esperança branca" para destroná-lo, e a sua própria carreira, na qual ele sentiu que a acomodação o privou de receber o reconhecimento e as recompensas de que lhe eram devidas. O álbum resultante, A Tribute to Jack Johnson de 1971, contém duas longas faixas que utilizou músicos (alguns até não creditados no álbum) incluíndo os guitarristas John McLaughlin e Sonny Sharrock, Herbie Hancock em um órgão Farfisa estragado e o baterista Billy Cobham.


Em 1979, Miles tinha voltado seu relacionamento com a atriz Cicely Tyson. Com Tyson, Davis iria superar seu vício com as drogas e recuperar seu entusiasmo pela música. Como ele tinha parado de tocar trompete há quase três anos, recuperar sua embocadura no instrumento provou ser particularmente árduo para ele. Enquanto gravava The Man with the Horn (foram sessões separadas esporadicamente entre 1979 a 1981), Miles tocou seu trompete na maior parte com wah-wah, com um jovem e grande grupo. Ele se casou com Tyson em 1981 e se divorciariam em 1988.


No começo de 1991, ele assistiu ao lançamento do filme de Rolf de Heer, Dingo. Estrelando Colin Friels como um frustrado trompetista de jazz da Austrália que vai em busca de seu sonho de encontrar e tocar com Billy Cross, uma lenda do jazz fictícia interpretada por Miles Davis. Na seqüência de abertura do filme, Davis e sua banda inesperadamente vão parar em uma remoto deserto da Austrália e começam a tocar para os habitantes desse local. A apresentação incentiva o personagem principal (Colin Friels) a ir em busca de seu sonho. Foi uma das últimas performances filmadas de Davis. Miles Davis faleceu em 28 de Setembro de 1991 de AVC, pneumonia e insuficiência respiratória em Santa Mônica, Califórnia com 65 anos. Ele foi enterrado no Woodlawn Cemetery, no Bronx, Nova York.


Abaixo uma faixa do último álbum de Miles Davis, chamado Doo Bop, lançado postumamente em 1991.


Fonte: Wikipedia


terça-feira, 22 de setembro de 2009

Morre atriz que interpretava a Emília no Sítio do Pica Pau Amarelo

Quem tem mais de 30 anos de idade, sem dúvida deve se lembrar do seriado Sítio do Pica Pau Amarelo, de Monteiro Lobato, que era exibido pela tv globo, nos anos 70 e 80. Um dos personagens mais marcantes da série, era a Emília, boneca de pano, que falava pelos cotovelos e tinha uma imaginação sem limites. Talvez a atriz que tenha dado mais identidade à boneca, tenha sido Dirce Migliaccio, que interpretou a boneca na primeira versão global do seriado, em 1977, que ainda tinha no elenco, Zilka Salaberry, como Dona Benta e André Valli, no papel do Visconde de Sabugosa.

Dirce Migliaccio, de 75 anos, estava internada no Rio de Janeiro, desde o início do mês com um quadro de pneumonia e infecção urinária, além de sequelas de dois derrames cerebrais, ocorridos nos últimos dez meses. Dirce, que morava desde o ano passado no Retiro dos Artistas, instituição onde vivem artistas idosos em dificuldades financeiras, passou por três hospitais públicos. Antes disso, por conta do AVC, só se locomovia de cadeira de rodas e tinha falhas de memória.

Além de Emília, ela também ganhou destaque como Judicéia Cajazeira, na novela "O Bem Amado" (1973), de Dias Gomes. Dirce estreou no teatro em 1958, com a peça "Eles não usam black tie". Em 1962, estrelou o filme "O assalto ao trem pagador", de Roberto Farias. Entre os trabalhos mais recentes estão o seriado "Casos e Acasos" (2008) e os filmes ""Xuxa em sonho de menina" (2007) e Buffo & Spallanzani" (2001). Irmã do também ator Flavio Migliaccio, ela nasceu em São Paulo, em 30 de setembro de 1933.


Abaixo um dos episódios do Sítio do Pica Pau Amarelo, onde Dirce interpretava a Emília, sentiremos saudades.


Fontes: Yahoo!, Estadão e YouTube


domingo, 20 de setembro de 2009

Morre aos 82 anos ex-jogador corintiano Idário

O Corinthians divulgou uma nota oficial na última sexta-feira (18/set), em seu site, manifestando seu pesar pela morte do ex-jogador Idário Sanches Peinado. O ex-atleta do clube do Parque São Jorge tinha 82 anos, lutava contra problemas respiratórios e estava internado em um hospital de Santos, no litoral paulista.

Revelado nas categorias de base do Corinthians, Idário teve sua primeira chance no time principal em 1949. "(Idário) era visto pela Fiel como um verdadeiro deus da raça", diz um trecho da nota do clube paulista.


Idário conquistou diversos títulos pelo Corinthians, como o Campeonato Paulista do IV Centenário, em 1954, contra o Palmeiras. os Estaduais de 1951 e 1952 e os Torneios Rio-São Paulo de 1950, 1953 e 1954.


O ex-jogador disputou 475 partidas com a camisa do Corinthians e marcou seis gols, no período de 1949 a 1959. Idário encerrou a carreira futebolística no Nacional Atlético Clube de São Paulo.


Ficha completa:

Idário
Nome Completo:
Idário Sanches Peinado

Nascimento:
07/05/27

Jogos:
468

Gols:
6

Títulos:
Campeonato Paulista (1951/52 e 1954) e Torneio Rio-São Paulo (1950 e 1953/54)

História:
Descendente de espanhóis, Idário Sanches Peinado (07/05/1927 – 18/09/2009) teve identificação imediata com a Fiel, logo que subiu do time de aspirantes, em 1949. Chamado de “Sangue Azul” e de “Sangre” (sangue, em espanhol), para as torcidas adversárias era considerado um carniceiro. Mas, para os corinthianos, foi um verdadeiro deus da raça.

Idário se superava pela valentia, insuflado pelos gritos que vinham das arquibancadas. “Pega ele, Idário”, pedia a massa, colada ao alambrado do Pacaembu. E ele ia lá e pegava, a bola ou o adversário. Em seus 468 jogos pelo alvinegro do Parque São Jorge, marcou época. Foram 290 vitórias com o manto, 101 empates e apenas 77 derrotas. Conquistou seis títulos pelo Timão, entre eles a histórica campanha no Paulistão de 1954, do IV Centenário da fundação da cidade de São Paulo.

No final da carreira, brigado com o técnico Sylvio Pirillo, deixou o Timão e passou rapidamente pelo Nacional da capital.
Fontes: Portal Terra e Corinthians.com.br

domingo, 23 de agosto de 2009

Da Boca Sai chega as 1000 visitas!

Com quase dois meses de atividades, o blog Da Boca Sai atinge a incrível marca de 1000 visitas. Agradeço a todos os amigos e interessados nas informações aqui postadas, e espero ter contribuído de alguma forma para o enriquecimento intelectual e cultural dos leitores que prestigiam o blog.

Pretendo continuar prestando esse serviço, à toda a sociedade brasileira e aos leitores que porventura acompanhem de outros locais do mundo. Tenham a certeza de que estarei procurando sempre apresentar um ponto de vista, o mais isento possível em minhas opiniões e sempre buscarei as fontes mais fidedignas para as notícias que apresento, sem nunca perder o poder de crítica e análise dos fatos. Vamos em frente para mais 1000 visitas!

Muito obrigado.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

20 anos sem o Maluco Beleza

Marcelo Nova e Raul Seixas - Foto Rubão Almeida/1988

É isso mesmo, já se passaram 20 anos desde que ele se foi. O alcolismo somado à diabete e ao fato de não ter tomado sua insulina na noite anterior, ocasionaram uma pancreatite aguda, que colocou um ponto final na história daquele que foi um dos maiores nomes, não só do rock, mas da música brasileira como um todo! Foi encontrado na manhã seguinte por sua empregada, a Dalva, no apartamento que ele morava, na rua Augusta, no centrão da paulicéia desvairada.

Não vou escrever aqui a história do Raul, mesmo porque, a internet tem milhares de sites pra isso e outros tantos lugares prestarão suas milhares de homenagens neste dia. Mas, como uma homenagem bem singela, vou postar uma foto de um dos últimos shows que o Raulzito fez, junto com o Marcelo Nova, e que eu tive o privilégio de ver. Trata-se do show de aniversário da extinta rádio FM97 de São Paulo, que foi realizado no fim de 1988, no Clube Aramaçan em Santo André. Foi uma aparição surpresa, já que ninguém tinha conhecimento dessa "canja" no show do Marcelo Nova, que estava em meio a turnê do disco de sua banda, a Envergadura Moral. Esse show foi um dos motivadores da parceria que rendeu o disco "A panela do Diabo", último disco da carreira do Raul.

Quando o Raul apareceu no palco, foi um empurra-empurra geral, pois todo mundo queria chegar mais perto para ver o maluco beleza, alí, a poucos metros, e eu tive a sorte de estar bem na cara do palco e fazer algumas fotos, com uma máquina daquelas "made in Paraguay", mas que serviu para registrar o fato, que hoje é histórico. É óbvio que ele já não tinha mais aquela energia visceral de antigamente, e com a voz meio trêmula cantou num grande esforço, por cerca de 40 minutos ou 1 hora, tanto faz... O importante era que ele estava voltando à cena depois de ficar sumido por algum tempo. Pelo menos o Marcelo Nova teve sensibilidade para perceber, que era o momento, o derradeiro, de trazer de volta o cara que fez o rock tupiniquim valer a pena, mesmo que isso tenha sido uma jogada de auto promoção, não importa, era a lenda voltando aos palcos.

É isso aí, Raul nunca morrerá para aqueles que um dia tiveram alguma identificação com qualquer uma das músicas desse que pode ser chamado de filósofo, profeta, gurú, maluco ou seja lá o que for... TOCA RAUUULL!!!


sábado, 15 de agosto de 2009

Woodstock, há 40 anos começava o maior festival de todos os tempos

Há exatos 40 anos, tinha início o festival que foi um marco comportamental, musical e uma verdadeira celebração de paz e amor. Realizado nos dias 15, 16 e 17 de agosto de 1969, na cidadezinha de Bethel, Nova York/EUA, o festival se tornou um marco para os jovens hippies que sonhavam com um mundo livre, mais justo e naturéba.

Nos idos dos anos 80, principalmente, e um pouco menos nos anos 90, a atitude "bicho-grilo" dos hippies sessentistas era uma coisa a ser evitada, mas na passagem para os anos 2000, é quase um pré requisito básico para atingir o mainstream do mundo musical. Bandas com cabelos, barbas, batas e muito colorido, lembrando a psicodelia que teve seu apogeu justamente em Woodstock, vide bandas como Kings of Leon e Magic Numbers, entre muitos outros, estão entre as sensações do rock atual.

O festival detonou uma mudança radical no comportamento das gerações posteriores, e, algumas apresentações foram, claro, mais marcantes do que outras, como por exemplo, a antológica versão de Jimi Hendrix para o hino norte-americano. Outras apresentações nunca mais foram esquecidas como as de Carlos Santana, Sly And The Family Stone e Janis Joplin, que morreria no ano seguinte, de forma trágica.

Outros artistas de peso na história do rock e de outros estilos bem diversos também marcaram presença no festival, como Grateful Dead, Jefferson Airplane, Ravi Shankar, Joan Baez, Mountain, The Who e muitos outros, abaixo segue a lista completa de quem tocou em Woodstock.

Houve outras edições do festival, uma em 1994 e outra em 1999, mas ambas sem a força motriz do primeiro, que eram os ideais de paz, amor e música. Em 99 o baixista Flea, do Red Hot Chilipeppers, disse que chegou a chorar ao saber das notícias das ocorrências de abuso sexual e violência generalizada, além, dos momentos de mosh durante o show do Limp Bizkit, quando houve uma quebradeira generalizada e muitos saques promovidos por uma juventude de classe média, vitaminada a base de sucrilhos e McDonald's. Enfim, os tempos mudam e muitas coisas acabam por se banalizar.

Quem tocou em Woodstock:
Sexta-feira - 15/08/1969
  • Richie Havens
  • Swami Satchidananda
  • Country Joe McDonald
  • John Sebastian
  • Sweetwater
  • The Incredible String Band
  • Bert Sommer
  • Tim Hardin
  • Ravi Shankar
  • Melanie
  • Arlo Guthrie
  • Joan Baez
Sábado - 16/08/1969
  • Quill
  • Keef Hartley Band
  • Santana
  • Country Joe McDonald (sem a banda The Fish)
  • Canned Heat
  • Mountain
  • Janis Joplin
  • Grateful Dead (apresentação prejudicada por problemas técnicos)
  • Creedence Clearwater Revival
  • Sly And The Family Stone
  • The Who
  • Jefferson Airplane
Domingo - 17/08/1969
  • Joe Cocker
  • Country Joe And The Fish
  • Ten Years After
  • The Band
  • Blood, Sweat And Tears
  • Johnny Winter (apresentou seu irmão, Edgar Winter em duas músicas)
  • Crosby, Stills, Nash & Young
  • Paul Butterfield Blues Band
  • Sha-na-na
  • Jimi Hendrix

Fontes desta matéria: Wikipedia, Estadão, Folha Online e Território Eldorado

domingo, 9 de agosto de 2009

Jerry Garcia e Paul Baloff, dois malucos que deixarão saudade

Jerry Garcia e Paul Baloff

Hoje deixarei aqui, uma pequena homenagem a dois caras que deixaram marcas profundas e inesquecíveis na história do rock.

Há exatos 14 anos, morria Jerry Garcia, figura lendária dos roqueiros malucões que se amarravam na psicodelia dos anos 60. Líder e mentor do Grateful Dead, Garcia morreu aos 53 anos de idade durante um tratamento contra a dependência de narcóticos. Jerome John Garcia, nasceu em 1 de agosto de 1942 e, além do Grateful Dead, tocou em diversos projetos e tornou-se um especialista em instrumentos de cordas, apesar de ter seu dedo médio amputado ainda na infância.

E o outro cara é Paul Baloff, que deixou seu nome escrito na história do Thrash Metal mundial, como vocalista da banda Exodus, uma das mais agressivas que despontou no inicio dos anos 80 na Bay Area em San Francisco/EUA. Baloff nasceu em 25 de abril de 1960, e morreu vítima de um ataque cardíaco quando andava de bicicleta e após permanecer em coma durante algum tempo. Ela era diabético e hipertenso e sua família optou por desligar os aparelhos de suporte que o mantinham vivo em 9 de agosto de 2002.

Deixo como recomendação, para aqueles que não conhecem os trabalhos desses dois ícones da música, o primeiro disco do Exodus, "Bonded by Blood" de 1985. Esse é o disco de estréia da banda, que além de Baloff também já contou com a participação de Kirk Hammet, que deixou o Exodus para se juntar ao Metallica.

E com relação ao Grateful Dead, é recomendável ouvir a discografia completa começando a ouvir desde o primeiro, "The Grateful Dead" de 1967, mas eu deixo como indicação o clássico "Blues for Allah" de 1975, um disco sensacional que para mim, traduz toda a sonoridade dessa bandassa.

É isso aí, vale o confere nessas duas bandas já clássicas, que viverão pra sempre na memória de quem curte rock. Long Live Rock'n'Roll.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Cacildis... já faz 15 anos que o Mussum se foi!

Há exatos 15 anos, morria Antonio Carlos Bernardes Gomes, o Mussum. Faleceu em 29 de julho de 1994, aos 53 anos, de complicações causadas por um transplante de coração. Iniciou sua carreira nos anos 60 com Os Originais do Samba, mas foi com os Trapalhões que eternizou o personagem que até hoje está presente na lembrança de quem, como eu, assistia ao programa dominical.

Foi considerado por muitos, como o mais engraçado dos Trapalhões e também pertenceu à Força Aérea Brasileira por oito anos. Nos anos 60 participou de um programa humorístico chamado Bairro Feliz, de onde consta que Grande Otelo lhe dera o apelido, em alusão ao peixe preto de mesmo nome, muito comum em rios, lagos e açudes no Brasil.

Nos anos 70 conquistou grande fama ao lado dos Trapalhões, onde o personagem Mussum popularizou seu jeito de falar com as palavras terminando em ''is'' ou ''évis'', dando origem aos inesquecíveis: ''forévis'', ''cacildis'', ''coraçãozis'', etc. Além disso, também era sua característica o inseparável ''mé'', ou mel, que era sua maneira carinhosa de chamar a cachaça.

Numa época onde não havia a idéia difundida do ''politicamente correto'', Mussum tornou célebres as frases onde satirizava sua condição de negro, como ''negão é o teu passadis'' e ''quero morrer pretis se eu estiver mentindo'', além das piadas muito frequentes sobre o alcolismo. É isso aí, Mussum forevis!

Abaixo, uma participação de Mussum nos Trapalhões.