Mostrando postagens com marcador Câncer. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Câncer. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Bob Marley, o reggaeman que partiu há 30 anos


A primeira vez que eu ouví uma música do Bob Marley, eu tinha por volta de 7 anos de idade, era a grande versão de No Woman no cry, gravada por Gilberto Gil, em 1979. De lá pra cá, o interesse na música de Bob Marley só aumentou.

Infelizmente, há 30 anos, o mestre do reggae fazia sua última participação neste mundo dos vivos. Já bastante debilitado, devido a um câncer, diagnosticado em seu dedo do pé, que por conta de suas opções religiosas, não foi amputado e isso fez com que a doença se espalhasse pelo seu corpo.

Pouco antes de sua morte, Bob Marley foi premiado com a Ordem ao Mérito Jamaicana. Ele queria passar seus últimos dias em sua terra natal, mas, seu estado de saúde piorou durante o vôo de volta da Alemanha e Marley foi internado em Miami. Ele faleceu no hospital Cedars of Lebanon no dia 11 de maio de 1981 em Miami, Flórida, aos 36 anos.

Seu funeral na Jamaica foi uma cerimônia digna de chefes de estado, com elementos combinados da Igreja Ortodoxa da Etiópia e do Rastafari. Ele foi sepultado em uma capela em Nine Mile, perto de sua cidade natal, junto com sua guitarra favorita, uma Fender Stratocaster vermelha.

"Saudade é um sentimento que quando não cabe no coração, escorre pelos olhos." - Bob Marley

Abaixo uma das diversas pérolas deixadas pelo Bob Marley.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Tumores pré-históricos colocam em debate o peso da vida moderna no câncer

Evidências de tumores em crânio exumado em cemitério medieval na Eslováquia


08/01/2011 - 07h00

Por George Johnson
The New York Times

Quando escavaram uma colina de sepultamento na região russa de Tuva, há aproximadamente dez anos, os arqueólogos literalmente encontraram ouro. Encurvados no chão de uma sala interna havia dois esqueletos, um homem e uma mulher, cercados por indumentárias reais de 27 séculos atrás: toucas e mantos adornados com imagens de ouro de cavalos, panteras e outros animais sagrados.

Mas para os paleopatologistas - estudiosos das doenças antigas -, o tesouro mais rico era a abundância de tumores em praticamente todos os ossos do corpo masculino. O diagnóstico: o caso de câncer na próstata mais antigo de que se tem notícia.

A próstata em si já havia se desintegrado há muito tempo. Porém, células malignas da glândula haviam migrado seguindo um padrão familiar, deixando cicatrizes identificáveis. Proteínas extraídas do osso testaram positivo para PSA (sigla em inglês para antígeno prostático específico).

Frequentemente considerado uma doença moderna, o câncer sempre esteve conosco. Onde os cientistas discordam é sobre o quanto ele foi amplificado pelos doces e amargos frutos da civilização. Ao longo das décadas, arqueólogos descobriram cerca de 200 casos possíveis de câncer datando de tempos pré-históricos. No entanto, considerando-se as dificuldades de extrair estatísticas de ossos antigos, isso significa pouco ou muito?

Um recente relatório de dois egiptólogos, publicado na revista "Nature Reviews: Cancer", revisou a literatura, concluindo que existe uma "arrebatadora raridade de perversidades" em antigos restos mortais humanos.

"A raridade do câncer na antiguidade sugere que tais fatores se limitam a sociedades que são afetadas por questões da vida moderna, como o uso do tabaco e a poluição industrial", escreveram os autores, A. Rosalie David, da Universidade de Manchester, e Michael R. Zimmerman, da Universidade Villanova. Também entram na lista obesidade, hábitos alimentares, práticas sexuais e reprodutivas, e outros fatores frequentemente alterados pela civilização.

Na internet, relatos da mídia fizeram a questão soar inequívoca: "O câncer é uma doença criada pelo homem"; "A cura para o câncer: viver como nos velhos tempos". Mesmo assim, muitos especialistas médicos e arqueólogos não ficaram tão impressionados.

Expectativa de vida

"Não existem razões para achar que o câncer é uma doença nova", disse Robert A. Weinberg, um pesquisador de câncer do Instituto Whitehead de Pesquisa Biomédica, em Cambridge, Massachusetts, e autor do livro didático "A Biologia do Câncer". "Em tempos passados, a doença era menos comum porque as pessoas acabavam morrendo cedo, por outros motivos".

Outra consideração, segundo ele, é a revolução na tecnologia médica: "Hoje, nós diagnosticamos muitos cânceres - de mama e de próstata - que, em épocas passadas, teriam passado despercebidos e sido levados ao túmulo quando a pessoa morresse de outras causas, não relacionadas".

Mesmo com tudo isso sendo contabilizado, existe um problema fundamental em estimar a ocorrência de câncer na antiguidade. Duzentos casos podem não parecer muito. Mas a escassez de evidências não é uma prova de escassez. Tumores podem permanecer ocultos dentro dos ossos, e aqueles que fazem seu caminho para fora podem fazer com que o osso se desintegre e desapareça. Mesmo com todos os esforços dos arqueólogos, somente uma fração da pilha de ossos humanos foi coletada, sendo impossível saber o que permanece escondido por baixo.

Anne L. Grauer, presidente da Associação de Paleopatologia e antropóloga da Universidade Loyola de Chicago, estima que existam cerca de 100 mil esqueletos nas coleções osteológicas do mundo todo, e uma grande maioria não foi examinada por raios-X ou estudada com técnicas mais modernas.

Segundo uma análise da Agência de Referência da População, o total acumulado de todos que viveram e morreram até o ano 1 d.C. já se aproximava de 50 bilhões, e havia quase dobrado em 1750 (essa análise refuta a comum afirmação de que haveria mais pessoas vivas hoje do que o total que já viveu na terra). Se essa conta se confirmar, o número de esqueletos no banco de dados arqueológico mal representaria um décimo milésimo de 1 por cento do total.

Nessa minúscula amostra, nem todos os restos mortais estão completos. "Por um bom tempo, os arqueólogos só coletaram crânios", afirmou Heather J.H. Edgar, curadora de osteologia humana do Museu Maxwell de Antropologia da Universidade do Novo México. "Para a maioria, não há como saber o que o resto dos esqueletos poderia dizer sobre a saúde daquelas pessoas".

Então como os cientistas podem avaliar, por exemplo, a importância dos poucos exemplos fossilizados de osteossarcoma, um raro câncer nos ossos que afeta principalmente pessoas jovens? O caso mais antigo foi provavelmente encontrado em 1932, pelo antropólogo Louis Leakey, num parente pré-histórico do homem. Hoje, a incidência anual de osteossarcoma entre jovens com menos de 20 anos é de aproximadamente cinco casos a cada 1 milhão de pessoas.

"Seria preciso examinar dez mil indivíduos para encontrar um caso", disse Mel Greaves, professor de biologia celular no Instituto de Pesquisa do Câncer, na Inglaterra, e autor de "Cancer: The Evolutionary Legacy" (Câncer: O legado evolutivo, em tradução livre). Ainda não foi examinado um número suficiente de restos mortais adolescentes, disse ele, para chegar a uma conclusão significativa.

Existem mais complicações: mais de 99% dos casos de câncer se originam não nos ossos, mas em órgãos mais macios, que entram rapidamente em declínio. A menos que o câncer se espalhe para os ossos, ele provavelmente não será registrado.

Múmias

Teoricamente, as múmias antigas seriam uma exceção. Porém, também aqui as descobertas foram poucas.

Apenas em raras ocasiões os patologistas conseguem colocar as mãos numa múmia comparativamente recente, como Ferrante 1º de Aragon, rei de Nápoles, morto em 1494. Quando seu corpo foi autopsiado, cinco séculos depois, descobriram que um adenocarcinoma, que começa em tecidos glandulares, havia se espalhado aos músculos da bacia.

Um estudo molecular revelou um erro tipográfico num gene que regula a divisão celular - um G havia se tornado um A -, o que sugeria câncer colorretal. A causa, segundo os autores, poderia ser um consumo exagerado de carne vermelha.

Ao longo dos anos, centenas de múmias egípcias e sulamericanas geraram alguns outros casos. Um raro tumor, chamado rabdomiosarcoma, foi encontrado no rosto de uma criança chilena que viveu em algum ponto entre 300 e 600 d.C.

Zimmerman, coautor da recente revisão, descobriu um carcinoma retal numa múmia do período entre 200 e 400 d.C., e ele confirmou o diagnóstico com uma análise microscópica do tecido - a primeira, segundo ele, na paleopatologia egípcia.

"A verdade é que o número de múmias e esqueletos realmente antigos com evidências de câncer é insignificante", explicou ele. "Simplesmente não conseguimos encontrar nada como a incidência moderna de câncer".

Embora a expectativa de vida média fosse menor no Egito antigo do que atualmente, Zimmerman afirma que muitos indivíduos, especialmente os ricos, viviam tempo o bastante para contrair outras doenças degenerativas. Sendo assim, por que não o câncer?

Outros especialistas sugeriram que a maioria dos tumores teria sido destruída pelos invasivos rituais da mumificação egípcia. Porém, num estudo publicado em 1977, Zimmerman mostrou que era possível as evidências sobreviverem.

Em um experimento, ele coletou o fígado de um paciente moderno que havia sucumbido ao câncer metastático no cólon, o secou num forno e em seguida o reidratou - demonstrando, segundo ele, que "as características do câncer são bem preservadas pela mumificação, e que tumores mumificados ficam, na realidade, mais bem preservados que o tecido comum".

Esqueletos

Quanto aos esqueletos, porém, o problema permanece: considerando-se o tamanho reduzido da amostra, exatamente quanto de câncer os cientistas deveriam esperar encontrar?

Para se ter uma ideia por alto, Tony Waldron, paleopatologista da University College London, analisou relatos de mortalidade humana de 1901 a 1905 - período recente o bastante para garantir registros razoavelmente bons, e antigo o bastante para evitar contaminar os dados com, por exemplo, o pico do câncer de pulmão nas últimas décadas devido à popularidade do cigarro.

Contabilizando variações na expectativa de vida e a probabilidade de diferentes males se espalharem aos ossos, ele estimou que, numa "montagem arqueológica", o câncer poderia ser esperado em menos de 2% dos esqueletos masculinos, e entre 4 e 7% dos esqueletos femininos.

Andreas G. Nerlich e colegas, em Munique, testaram a previsão em 905 esqueletos de duas necrópoles egípcias da antiguidade. Com a ajuda de raios-X e exames de tomografia computadorizada, eles diagnosticaram cinco cânceres - número compatível com as expectativas de Waldron. E, conforme previam suas estatísticas, 13 cânceres foram encontrados em 2.547 restos mortais enterrados num ossário do sul da Alemanha entre 1400 e 1800 d.C.

Para ambos os grupos, segundo os autores, os tumores malignos "não apareceram numa quantidade significativamente menor que a esperada", em comparação com a Inglaterra do início do século 20. Eles concluíram que "a atual elevação da frequência de tumores nas populações presentes está muito mais relacionada ao aumento da expectativa de vida do que a fatores básicos ambientais ou genéticos".

Com tão pouco material para prosseguir, a arqueologia pode nunca obter uma resposta definitiva. "Podemos dizer que o câncer certamente existia, e provavelmente numa frequência menor do que a atual", disse Arthur C. Aufderheide, professor emérito de patologia na Universidade de Minnesota e co-autor da Enciclopédia de Paleopatologia de Cambridge. Esse pode ser o máximo de certeza que jamais teremos.

Conforme os cientistas continuam investigando, pode haver algum consolo em saber que o câncer não é inteiramente culpa da civilização. No curso natural da vida, as células de uma criatura precisam estar constantemente se dividindo - milhões de vezes por segundo. Algumas vezes, algo sairá errado.

"Quando você cria complexos organismos multicelulares e permite que células individuais proliferem, o câncer se torna uma inevitabilidade", disse Weinberg, do Instituto Whitehead. "Ele é simplesmente uma consequência da crescente entropia, crescente desordem".

Ele não estava sendo fatalista. Ao longo das gerações, os corpos criaram barreiras formidáveis para manter células rebeldes na linha. Parar de fumar, perder peso, comer alimentos saudáveis e tomar outras medidas preventivas pode adiar o câncer por décadas. Até morrermos de outra coisa.

"Se vivêssemos por tempo suficiente", observou Weinberg, "mais cedo ou mais tarde todos nós teríamos câncer".

Fonte: Uol

domingo, 16 de maio de 2010

Ronnie James Dio (1942-2010)

Infelizmente tenho de postar aqui a notícia que eu não gostaria de publicar nunca. Morreu neste domingo, aos 67 anos, Ronnie James Dio.

Dio foi um dos maiores cantores que o Heavy Metal já conheceu, tendo escrito uma parte importante da história do estilo, como vocalista das bandas Rainbow, Black Sabbath e de sua própria banda, tendo gravado os clássicos "Holy Diver" e "The Last In Line".

A notícia da morte do cantor foi confirmada no site oficial por sua mulher e empresária, Wendy Dio, que disse: "Meu coração está partido, Ronnie faleceu às 7:45h da manhã de hoje, domingo, 16 de maio de 2010. Muitos amigos e familiares puderam estar presentes para se despedir antes que ele partisse em paz."
Dio havia revelado estar com câncer no estômago em novembro do ano passado, quando estava em turnê com a sua atual banda Heaven & Hell, formada por ex-integrantes do Black Sabbath. A partir de então, Ronnie estava em tratamento em um hospital de Houston e, após sua sétima sessão de quimioterapia, Dio estava confiante e ansioso para voltar aos palcos em breve. No começo deste mês, o Heaven & Hell cancelou uma turnê que deveria começar em 13 de junho, devido ao estado de saúde do cantor ter se agravado.

Ronnie James Dio ficou famoso em 1975, quando se tornou vocalista do Rainbow, banda do guitarrista do Deep Purple, Ritchie Blackmore. Antes disso, ele já havia gravado alguns discos com a banda ELF. Foi o substituto de Ozzy Osbourne, no Black Sabbath, em 1980, quando gravou o disco "Heaven And Hell" e, posteriormente o disco "Mob Rules", considerados clássicos do Black Sabbath. Em sua carreira solo foram inúmeros discos e grandes músicas, que se tornaram sucesso entre os fãs do estilo, como "Rainbow in the Dark", "Holy Diver" e "The Last in Line".

Encerra-se assim uma carreira de grandes composições e cala-se enfim, uma das vozes mais poderosas de todos os tempos, quando o assunto é Rock e Heavy Metal.

Rest in Peace Ronnie!



quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Há 16 anos morria o mago da guitarra



Francis Vincent Zappa, nasceu em 21/12/1940 e morreu em 04/12/1993. Foi um dos músicos que mais marcaram a história musical do século XX, com uma obra vastíssima. Sua música passa pelo jazz, música clássica e chega ao rock. Além de música fez também alguns trabalhos no cinema e escreveu livros.

Desde o seu álbum de estréia (Freak Out), em 1965, ele deixou um legado de milhares de gravações de shows e estúdio, em seus quase 30 anos de atividade. Zappa ficou conhecido por seu estilo satírico e anárquico, tendo sido o pioneiro da fusão entre o jazz e a música clássica. Seu estilo de tocar guitarra foi, muitas vezes subestimado por alguns, mas, para muitos outros, ele foi e é até hoje um dos melhores, senão, o melhor de todos os tempos. O próprio Zappa não se considerava um instrumentista virtuoso, ele se considerava, acima de tudo, um compositor.

Em 1964, fundou os Mothers of Invention a partir de uma banda de bares, chamada Soul Giants. Foi com essa banda que ele criou os seus discos mais irreverentes, e também lançou grandes músicos para o mundo da música mundial, como Steve Vai, Jean-Luc Ponty, Bob Martin e muitos outros nomes.

Zappa foi muito ativo também em campanhas e movimentos, tendo chegado a candidatar-se à presidência dos EUA. O projeto foi abortado devido ao ataque súbito da doença que o vitimou, vindo a falecer em 04 de dezembro, vítima de câncer de próstata.

Abaixo um clássico desse guitar hero, que sempre figurará entre os grandes ícones da música mundial.

Fonte: Wikipedia





segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Freddie Mercury e Eric Carr, duas lendas do rock que se foram há 18 anos


Farrokh Bommi Bulsara ficou mais conhecido sob o pseudônimo de Freddie Mercury, nome que o tornaria mundialmente conhecido como o vocalista do Queen, um dos nomes mais marcantes de toda a história do rock.

Nasceu em 05/09/1946, em Stone Town, na ilha de Zanzibar, filho de pais indianos, adeptos do zoroastrismo. Chegou em 1964 na Inglaterra, onde se formou em Design Gráfico e Artístico. Na faculdade, ele conheceu o baixista Tim Staffell. Tim tinha uma banda na faculdade chamada Smile, que tinha Brian May como guitarrista e Roger Taylor como baterista, e levou Freddie para participar dos ensaios.

Em abril de 1970, Tim deixa o grupo e Freddie acaba ficando como vocalista da banda que passa a se chamar Queen. Freddie decide mudar o seu nome para Mercury. Ainda em 1970, ele conheceu Mary Austin, com quem viveu por cinco anos. Foi com ela que assumiu sua orientação sexual (Freddie era bissexual) e os dois mantiveram forte amizade até o fim de sua vida. Mary inspirou Freddie na música Love of My Life, de acordo com declaração do cantor e de seus companheiros de Banda, sendo Mary acima de tudo o verdeiro amor dele.

Freddie Mercury foi o compositor de muitos dos maiores sucessos do Queen, como Bohemian Rhapsody, Somebody to love e We Are The Champions, entre muitas outras. Suas performances ao vivo se tornaram lendárias durante os anos 70 e principalmente nos anos 80, quando o Queen lotava estádios pelo mundo todo. Fora do Queen lançou dois discos solo, muito aclamados pela crítica e pelo público.

Em 1991 surgiram rumores de que estaria com AIDS, devido aos problemas de saúde que começaram a aparecer, sendo que a notícia foi confirmada pelo próprio Freddie em 23 de novembro, um dia antes de sua morte. Na noite do dia 24, Freddie Mercury faleceu de complicações pulmonares, em consequencia da AIDS, em sua própria casa, chamada de Garden Lodge. A casa de Freddie Mercury, passada por testamento à sua ex-namorada, Mary Austin, recebeu muitos buquês de flores na época e continua a receber até hoje.

Seu corpo foi cremado e acredita-se que suas cinzas tenham sido jogadas em um lago em Montreaux, o que siginifica dizer que seus fãs não tem um local onde possam render-lhe as devidas homenagens. Em 25 de novembro de 1992, foi inaugurada uma estátua em sua homenagem, com a presença de Brian May, Roger Taylor, da cantora Montserrat Caballé, Jer e Bomi Bulsara (pais de Freddie) e Kashmira Bulsara (irmã de Freddie), em Montreux, na Suíça, cidade adotada por Freddie como seu segundo lar.

E no mesmo fatídico dia, também nos deixava o grande batera, Eric Carr (12/07/1950 - 24/11/1991). Eric foi substituto de Peter Criss no Kiss em 1980. Muitos dizem que ele foi um dos melhores ou até mesmo o melhor baterista de seu tempo.

Em maio de 1980 participou das audições para a escolha do novo baterista da banda. Competindo com mais de 2000 candidatos, Eric impressionou Gene Simmons, Paul Stanley, Ace Frehley e Peter Criss. Após uma tentativa fracassada de se caracterizar como uma águia, Eric encontrou na raposa, "The Fox" o seu personagem no universo do Kiss. A escolha pela raposa foi feita por Gene, pois, segundo ele, "Eric era astuto como uma raposa".

Seu primeiro lançamento com o Kiss só aconteceu em 1981, no disco "Music From The Elder", que não teve um grande sucesso de vendas, para os padrões da banda. Depois desse disco, Eric esteve em todos os principais discos do Kiss durante os anos 80, até "Hot In The Shade" de 1989. Apesar de ser considerado um dos bateristas mais fantásticos de seu tempo, Eric só pode explorar toda a sua técnica e os recursos de sua bateria de 36 peças em "Creatures of The Night" de 1982, um dos discos mais importantes de toda a carreira do Kiss.

Em abril de 1991, durante as gravações do disco seguinte, Eric foi diagnosticado com um tipo raro de câncer no coração. Operado no mesmo mês, o tumor não regrediu e tomou por completo o coração de Eric, que lutou até novembro, quando entrou em coma pouco antes de morrer, aos 41 anos, no mesmo dia que Freddie Mercury.

Abaixo uma música do Kiss, com a incrível batera de 36 peças de Eric Carr e um clássico do Queen.

Fontes: Whiplash.net, Wikipedia (F.M. / E.C.) e Eric Carr official




quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Agrotóxicos no seu estômago


"Na safra passada, as empresas transnacionais, e são poucas (Basf, Bayer, Monsanto, Du Pont, Sygenta*, Bungue*, Shell química...), comemoraram que o Brasil se transformou no maior consumidor mundial de venenos agrícolas. Foram despejados 713 milhões de toneladas! Média de 3.700 quilos por pessoa. Esses venenos são de origem química e permanecem na natureza. Degradam o solo. Contaminam a água. E, sobretudo, se acumulam nos alimentos", escreve João Pedro Stédile, economista e integrante da coordenação nacional do Movimento dos Sem Terra (MST), em artigo publicado no jornal O Globo, 24-09-2009.


Eis o artigo.


Os porta-vozes da grande propriedade e das empresas transnacionais são muito bem pagos para todos os dias defender, falar e escrever de que no Brasil não há mais problema agrário. Afinal, a grande propriedade está produzindo muito mais e tendo muito lucro. Portanto, o latifúndio não é mais problema para a sociedade brasileira. Será? Nem vou abordar a injustiça social da concentração da propriedade da terra, que faz com que apenas 2%, ou seja, 50 mil fazendeiros, sejam donos de metade de toda nossa natureza, enquanto temos 4 milhões de famílias sem direito a ela.


Vou falar das consequências para você que mora na cidade, da adoção do modelo agrícola do agronegócio.


O agronegócio é a produção de larga escala, em monocultivo, empregando muito agrotóxicos e máquinas.


Usam venenos para eliminar as outras plantas e não contratar mão de obra. Com isso, destroem a biodiversidade, alteram o clima e expulsam cada vez mais famílias de trabalhadores do interior.


Na safra passada, as empresas transnacionais, e são poucas (Basf, Bayer, Monsanto, Du Pont, Sygenta, Bungue, Shell química...), comemoraram que o Brasil se transformou no maior consumidor mundial de venenos agrícolas. Foram despejados 713 milhões de toneladas! Média de 3.700 quilos por pessoa. Esses venenos são de origem química e permanecem na natureza. Degradam o solo. Contaminam a água. E, sobretudo, se acumulam nos alimentos.


As lavouras que mais usam venenos são: cana, soja, arroz, milho, fumo, tomate, batata, uva, moranguinho e hortaliças. Tudo isso deixará resíduos para seu estômago.


E no seu organismo afetam as células e algum dia podem se transformar em câncer.


Perguntem aos cientistas aí do Instituto Nacional do Câncer, referência de pesquisa nacional, qual é a principal origem do câncer, depois do tabaco? A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) denunciou que existem no mercado mais de vinte produtos agrícolas não recomendáveis para a saúde humana. Mas ninguém avisa no rótulo, nem retira da prateleira. Antigamente, era permitido ter na soja e no óleo de soja apenas 0,2 mg/kg de resíduo do veneno glifosato, para não afetar a saúde. De repente, a Anvisa autorizou os produtos derivados de soja terem até 10,0 mg/kg de glifosato, 50 vezes mais. Isso aconteceu certamente por pressão da Monsanto, pois o resíduo de glifosato aumentou com a soja transgênica, de sua propriedade.


Esse mesmo movimento estão fazendo agora com os derivados do milho.


Depois que foi aprovado o milho transgênico, que aumenta o uso de veneno, querem aumentar a possibilidade de resíduos de 0,1 mg/kg permitido para 1,0 mg/kg.


Há muitos outros exemplos de suas consequências. O doutor Vanderley Pignati, pesquisador da UFMT, revelou em suas pesquisas que nos municípios que têm grande produção de soja e uso intensivo de venenos os índices de abortos e má formação de fetos são quatro vezes maiores do que a média do estado.


Nós temos defendido que é preciso valorizar a agricultura familiar, camponesa, que é a única que pode produzir sem venenos e de maneira diversificada. O agronegócio, para ter escala e grandes lucros, só consegue produzir com venenos e expulsando os trabalhadores para a cidade.


E você paga a conta, com o aumento do êxodo rural, das favelas e com o aumento da incidência de venenos em seu alimento.


Por isso, defender a agricultura familiar e a reforma agrária, que é uma forma de produzir alimentos sadios, é uma questão nacional, de toda sociedade.


Não é mais um problema apenas dos sem-terra. E é por isso que cada vez que o MST e a Via Campesina se mobilizam contra o agronegócio, as empresas transnacionais, seus veículos de comunicação e seus parlamentares, nos atacam tanto.


Porque estão em disputa dois modelos de produção. Está em disputa a que interesses deve atender a produção agrícola: apenas o lucro ou a saúde e o bem-estar da população? Os ricos sabem disso e tratam de consumir apenas produtos orgânicos.


E você precisa se decidir. De que lado você está?


Fonte: IHU-Instituto Humanitas Unisinos


* [Nota do autor] O nome correto é Syngenta e Bunge, respectivamente.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Patrick Swayze morre aos 57 anos nos EUA

O ator Patrick Swayze, 57 anos, morreu nesta segunda-feira (14) em decorrência das complicações de um câncer de pâncreas, descoberto em fevereiro de 2008. Ele estava acompanhado de sua família e muito tranquilo, segundo seu assessor de imprensa, Annett Wolf.

"Patrick morreu em paz hoje, ao lado de sua família, depois de enfrentar os desafios dessa doença pelos últimos 20 meses", disse o assessor à revista People.

Logo que foi diagnosticado com um tumor maligno, Swayze iniciou um tratamento radical de quimioterapia, passando por várias sessões nos últimos meses.

Quando a notícia da doença se tornou pública, o tablóide norte-americano National Enquirer chegou a publicar que o ator tinha apenas cinco semanas de vida. A notícia foi logo desmentida por seus médicos.

Em janeiro, Swayze deu uma entrevista à jornalista americana Barbara Walters em que admitia não estar muito confiante de uma melhora: "Tem muito medo dentro de mim. Sim, estou assustado. Sim, estou com raiva. Sim, estou perguntando, por que eu?"

Apesar de estar com a saúde debilitada, Swayze não desistiu de atuar e chegou a rodar alguns episódios do drama The Beast, exibido pelo canal A&E, onde ele interpretava o veterano agente do FBI, Charles Barker.

Carreira de sucessos marcados

Patrick Swayze estreou nos cinemas em 1979, depois de ter se arriscado em diversas profissões, entre elas ginasta, violinista e dançarino de balé clássico, uma de suas grandes paixões.

Foi essas habilidades de ginasta e bailarino que fizeram ele ser escolhido para o papel de Ace, o líder de uma gangue de patinadores no gelo no filme Skatetown (1979), seu primeiro trabalho em Hollywood.

Lançado em uma época de crise do cinema, Skatetown chamou pouca atenção, mas serviu para os críticos perceberem o talento de Swayze, que seria um rosto ícone da década de 90.

Iniciado na carreira de ator e fazendo ponta em alguns filmes e séries de televisão, seu primeiro grande sucesso veio quando ele protagonizou o musical Dirty Dancing - Ritmo Quente (1987), onde atuou com Jennifer Grey, liderando uma nova febre americana: a da dança de salão.

Pelo papel, Swayze foi indicado ao Globo de Ouro e chegou a ser comparado com Marlon Brando e James Dean. Seu status de grande astro viria três anos depois, como o lançamento de Ghost - Do Outro Lado da Vida.

O fenômeno de bilheterias fez de Swayze um galã, tornando-se não só um dos atores mais requisitados nas capas de revistas de todo o mundo, como também nas telas dos cinemas.

Um ano depois, ganharia o título de Homem mais Sexy do Ano pela revista People, o ranking mais respeitado do gênero.

Com o sucesso consolidado, Swayze voltou às telas em Cidade da Esperança, interpretando alguém completamente diferente do que havia feito até então: um médico que decide largar os Estados Unidos e vai cuidar de refugiados de guerra na Índia.

Embora não tenho conseguido mais o destaque de filmes como Ghost e Dirty Dancing, Swayze ainda atuaria em mais outras produções de peso, como Donnie Dark, Para Wong Foo, Obrigada Por Tudo, Caçadores de Emoção e Cartas de um Assassino, entre outros. Já acometido pelo câncer, estrelou filmes de baixo orçamento, como Christmas in Wonderland e 11:14.

Alguns anos antes de ficar doente, Swayze mudou-se com a mulher Lisa Niemi, com quem era casado desde 1975, para um rancho de cinco acres nas Montanhas de São Gabriel, próximas de Los Angeles, onde gostava de passar o tempo montando em cavalos. A prática o ajudava a se recuperar das pesadas sessões de quimioterapia.

Filmografia:

2009 - Powder Blue (ainda não lançado)
2007 - Christmas in Wonderland
2007 - Jump
2006 - The Fox and the Hound 2
2005 - Keeping Mum
2004 - Dirty Dancing: Havana Nights
2003 - 11:14
2003 - One Last Dance
2002 - Waking up in Reno
2001 - Donnie Darko
2001 - Green dragon
2001 - Without a word
2000 - Eternamente Lulu (Forever Lulu)
1998 - Cartas de um assassino (Letters from a killer)
1998 - Estrada alucinante (Black dog)
1995 - Os três desejos (Three wishes)
1995 - Super-heróis do Oeste (Tall Tale)
1995 - Para Wong Foo, obrigada por tudo, Julie Newmar (For Wong Foo, thanks for everything, Julie Newmar)
1993 - Um pai fujão (Father hood)
1992 - A cidade da esperança (City of joy)
1991 - Caçadores de emoção (Point break)
1990 - Ghost - Do outro lado da vida (Ghost)
1989 - Marcados pelo ódio (Next of Kin)
1989 - Matador de aluguel (Road house)
1988 - O tigre (Tiger warsaw)
1987 - Dirty Dancing - Ritmo Quente (Dirty Dancing)
1987 - Crepúsculo de aço (Steel dawn)
1986 - Veia de campeão (Youngblood)
1984 - Amanhecer violento (Red dawn)
1984 - Off sides (TV)
1984 - A volta por cima (Grandview, U.S.A.)
1983 - De volta para o inferno (Uncommon valor)
1983 - Vidas sem rumo (Outsiders, The)
1982 - Renegades, The (TV)
1981 - A volta dos rebeldes (Return of the rebels) (TV)
1980 - Comeback kid, The (TV)
1979 - Skatetown, U.S.A.

Fonte: Portal Terra