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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Uma pedra no meio do caminho

Por Michel Blanco . 14.12.10 - 20h16

Defender a legalização das drogas em meio ao alastramento do crack no país é fazer um pacto com o capeta, certo? Afinal, o pesadelo de pais que se prezem é o filho passar de um pega num baseado para a carreira de cocaína e dali para baforadas finais em um cachimbo da pedra. O temor se fundamenta no pressuposto de que mais pessoas serão tentadas a consumir drogas se legalizadas.

Essa ideia, no entanto, pode ser um equívoco. Leis antidrogas rígidas não garantem boas noites de sono para pais aflitos. Não há correlação entre proibição e redução de consumo. Al Capone que o diga: cidadãos de países onde a legislação é extremamente dura, como os Estados Unidos, se drogam mais em relação a outros. O grande feito do endurecimento legal antidrogas nos EUA é o inchaço da população carcerária – além de bilhões de dólares gastos na repressão, que ajudam a movimentar a cadeia de produção da indústria bélica.

Em contrapartida, a legalização pode reduzir tanto a oferta quanto o consumo. Heresia? Não, legalização não quer dizer oba-oba, mas o contrário. O traficante atua como empresário de um setor ilegal da economia, e como tal busca acumular capital, conquistar mercados, diversificar investimentos e reinvestir em seu ramo principal. O mercado de drogas ilícitas não é oposto à racionalidade capitalista, mas é a versão mais radical de seus valores, que não tolera impedimentos para sua expansão. Vive em autorregulação plena, como desejam alguns setores mais dinâmicos e criativos da economia brasileira. Justamente por ser ilícito, o tráfico de drogas foge de qualquer regulação: não há distinção entre oferta para adultos e crianças, garantia de padrões de qualidade (afinal, cocaína ‘batizada’ com pó de mármore ou algo do tipo causa um estrago a mais) ou advertência sobre os riscos do consumo.

Legalizar pressupõe, obviamente, a ação eficiente do Estado, e sob outra perspectiva, deslocando o problema da esfera policial para a saúde pública. As drogas seriam tributadas e sua produção, regulada; a receita proveniente da atividade (juntamente com a grana economizada com a repressão policial) bancaria campanhas de esclarecimento e tratamento a dependentes. Fornecedores como Fernandinho Beira-Mar ou Elias Maluco seriam substituídos por gente com alguma responsabilidade pública. Muito idealista? Para quem curte pipoco e cassetete, talvez.

Longe da perfeição, tal sistema exigiria fiscalização constante. Mas a política de redução de danos é a solução menos ruim para o problema, ante a constatação do fracasso da simples repressão policial e da falta de evidência de que chegaremos algum dia a um mundo livre de drogas. A defesa dessa mudança de foco ganha adesão em correntes ideológicas diversas. Da esquerda libertária ao liberalismo clássico – há 20 anos está na pauta da revista The Economist, ícone do liberalismo britânico. No Brasil, também começa a crescer o apoio político. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso está nessa há um tempo. Agora é o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, quem se diz a favor de debater a legalização de drogas leves, convencido de que “a probição (sic) simples tem gerado muito mais prejuízo do que uma ação inteligente do poder público” (as bobagens que disse sobre aborto não invalidam a percepção de um problema prioritário em sua agenda).

Para ser eficaz, a ação do poder público deve mudar a forma de encarar o narcotráfico. A força do narcotráfico não se desenvolve apenas na violência desenfreada. Sua capacidade de fragmentar comunidades também é resultado das formações e vínculos sociais e culturais que promove em áreas onde predominam a pobreza e o descaso, em meio à incapacidade do Estado de ser agente do bem-estar. O narcotráfico não se trata de um meio de mobilização de poder que percorre unicamente submundos. O enorme potencial de corrupção dos bilhões de dólares que gera permite que percorra salões de governo e transações eletrônicas que saltam em contas bancárias robustas, em mercados de ativos e outras aplicações. Se o narcotráfico corre tão solto como se vê, é porque talvez não esteja confrontando-se com as estruturas de poder vigentes, mas fortalecendo-as. Está aí o elo a ser quebrado.

A legalização, em suma, implica a consolidação de uma política de saúde pública coerente no enfrentamento do uso abusivo de drogas, livre de preconceitos que distinguem substâncias lícitas de ilícitas. Rever o papel regulador do Estado sobre substâncias entorpecentes e enfrentar as drogas como um problema prioritariamente de saúde pública dá a chance de lidar com a dependência química de drogas pesadas como o crack, hoje um problema nacional, de maneira mais adequada.

O mundo fantasioso dos comerciais de cerveja e a prescrição desenfreada de barbitúricos também precisam de um olhar mais atento do poder público. Mas a regulação dos cigarros, embora ainda deficiente ante a criatividade do marketing tabagista, dá alguma esperança: o número de fumantes no Brasil cai a cada ano. E não é demais lembrar que, apesar de muitas drogas ilícitas serem extremamente prejudiciais à saúde, nenhuma rivaliza com a nicotina em potencial de dependência química. Vicia mais do que álcool, cocaína, morfina e… crack.

Fonte: Yahoo!

quarta-feira, 24 de março de 2010

Weissbier do Sepultura

SEPULTURA WEISSBIER // Em 2009 o Sepultura completou 25 anos de existência. Não são muitos que completam um quarto de século e ainda tem muita inspiração para se aventurar em novos terrenos. Depois de 12 discos, mais de 15 milhões de cópias vendidas, shows nos 5 continentes, o Sepultura se reúne para um trabalho diferente. Não é mais um álbum, não é mais um show. O Sepultura está concentrado no desenvolvimento de sua cerveja para brindar seus 25 anos de estrada junto com seus fãs! A primeira cerveja de uma banda brasileira é produzida pela Fábrica do Chopp, microcervejaria de São Paulo. A cerveja Weiss do Sepultura foi selecionada entre distintas fórmulas, chegando a um sabor e aroma que agradasse os quatro membros da banda. Com o aval de Andreas, Derrick, Jean e Paulo, os fãs podem ouvir as músicas do grupo acompanhadas com a cerveja do Sepultura.

WEISSBIER // A cerveja de trigo, original da Bavária na Alemanha, já foi privilégio de reis e príncipes. A partir da década de 80, os fãs de cerveja redescobriram seu sabor e espalharam desde a Bavária para todo o mundo uma onda de Weissbier, que instigou cervejeiros de todos os cantos do planeta. O seu apelo internacional tomou de assalto o Reino Unido, os Estados Unidos e muito outros países que hoje produzem a cerveja de trigo, seguindo a tradição da Weissbier Bávara. Geralmente a cerveja de trigo não é filtrada, conferindo uma aparência opaca, mas muito clara, com espuma branca e sempre efervecente.


FÁBRICA DO CHOPP // Em 2004, seis amigos realizaram o sonho de ter a sua própria fábrica de cerveja quando começaram a produzir a rtesanalmente o chope Imperatriz. No mesmo ano foi aberta a Fábrica do Chopp, uma microcervejaria com tonéis de aço inox junto ao bar-restaurante, onde são produzidos quatro tipos de chope: Pilsen, Weiss, Stout e Escuro. Feitos com cevada ou trigo, lúpulo e fermento importados, todo cuidado na produção e nos seus insumos tem uma razão específica: buscar atender um consumidor exigente que saboreia e degusta um bom chope, reconhecendo a diferença entre uma cerveja de produção maciça de uma cerveja artesanal.

INFORMAÇÕES

. Cerveja de trigo, de alta fermentação, não filtrada
. Apresenta aroma frutado de maçã e cravo
. Fermentação método champagnose
. Elaborado com matérias primas importadas.
. 100% de malte de trigo, conforme a lei de pureza alemã
. Teor alcóolico: 4,5%
. Volume: 600ml

Fabricado e engarrafado por RPM Industria e Comércio de bebidas LTDA Composição: Água, malte de trigo e ceveda. Lúpulo e leveduras.

PRIMEIROS PONTOS DE VENDA . Melograno / Kia Ora / O´Malleys / All Black / Rhino Pub / Fã Clube Sepultura (Galeria do Rock) / Retro Pub / Privileggio: Shopping Parque Dom Pedro / Metal Mania / Fabrica do Chopp / D´Nices Café / Sal Gastronomia / Grainnes

Preço sugerido para o kit: 2 garrafas + copo especial + bolachas exclusivas: R$60
Cerveja avulsa: R$18

Fotos divulgação (Crédito obrigatório: Paulo Villar/M31):
Informações: vendas@bushidobrazil.com.br
Rótulo e caixa por >VSEIS

Fonte: Sepultura Oficial